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Três soldados eram sírios e sete estrangeiros. O bombardeio foi uma resposta ao lançamento de foguetes em direção ao território israelense

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos ( OSDH ) afirmou que um ataque de mísseis de Israel no território sírio na madrigada deste domingo (02) deixou ao menos 10 soldados mortos: três sírios e sete estrangeiros que seriam milicianos a favor da Síria . Ainda não há informações sobre a nacionalidade dos estrangeiros. O bombardeio israelense atingiu a província de Quneitra, no sul do país, informou a Sana, agência de notícias oficia da Síria. A agência confirmou que três soldados sírios morreram e sete ficaram feridos.

soldado dispara durante bombardeio
Reprodução/Sana
Israel bombardeou a Síria e deixou 10 mortos na madrugada deste domingo (02)

Segundo a Sana, foram dois ataques israelenses. O primeiro às 3h22, no horário local, que tinha como alvo a região sudoeste de Damasco, capital da Síria , e foi neutralizado pelas defesas antiaéreas. O segundo foi às 4h10 e atingiu a região de Quneitra.

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Exército de Israel afirmou que os alvos eram duas baterias de artilharia sírias, vários postos de inteligência e observação nas colinas de Golan e uma bateria de defesa aérea SA-2.

Em um comunicado, o Exército israelense responsabilizou o regime sírio por "toda ação realizada contra Israel" e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou a política de seu país de "responder pela força a qualquer agressão" contra seu governo: “Não vamos tolerar ataques contra o nosso território”, afirmou Netanyahu.

No sábado, dois foguetes foram disparados no monte Hermon. O exército disse no domingo que um deles estava "localizado em território israelense". Segundo as forças armadas, a defesa antiaérea foi acionada e nenhum foguete explodiu em Israel.

Na última semana, o Exército israelense afirmou que atacou uma posição antiaérea síria que havia atacado um de seus aviões de guerra. Os canais oficiais sírios afirmaram que um soldado morreu no ataque .

Ataque químico

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) afirmou não ter encontrado provas suficientes de que possa ter ocorrido um ataque químico no noroeste da Síria, conforme haviam denunciado os Estados Unidos na véspera. Com sede em Londres, a organização monitora o conflito no país do Oriente Médio por meio de uma ampla rede de fontes locais.

“Não dispomos de informação de nenhum ataque químico nas montanhas de Latakia”, disse Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

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Na terça-feira, o Departamento de Estado americano afirmou ter conhecimento de indícios de que o governo de Bashar al-Assad realizara “um suposto ataque com cloro no noroeste da Síria na manhã do dia 19 de maio”, ameaçando  uma retaliação “rápida e apropriada”.