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Segundo jornal, governo norte-coreano mandou matar quatro funcionários; outros três foram demitidos e punidos após negociação ter fracassado

Trump e Kim Jong-un
Divulgação/Casa Branca
Apesar da cordialidade, Trump e Kim Jong-un não chegaram a acordo e encerraram cúpula mais cedo no Vietnã

Quatro funcionários do alto escalão do governo da Coreia do Norte teriam sido executados após as negociações fracassadas na reunião entre Kim Jong-un e Donald Trump, segundo o jornal sul-coreano Chosun Ilbo . Outros envolvidos na cúpula foram enviados a campos de concentração. 

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Em fevereiro, os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte se reuniram no Vietnã para discutir a desnuclearização norte-coreana e sanções norte-americanas ao país oriental. No entanto, a falta de acordo colocou fim ao encontro antes do previsto. 

De acordo com o  jornal, uma fonte informou que Kim Hyok-chol, enviado especial da Coreia para os Estados Unidos, foi investigado e executado no aeroporto de Mirim em março, um mês após a cúpula. Outros quatro funcionários também teriam sido assassinados na ocasião. 

Enquanto isso, o braço direito de Kim Jong-un, Kim Yong-chol, foi demitido e enviado para um campo de trabalho forçado e reeducação na província de Jagang. Um funcionário do Departamento da Frente Unida, Kim Song-Hye, também teria sido obrigado a ir para um campo de presos políticos. 

Ainda de acordo com o jornal, o intérprete do líder norte-coreano na cúpula com Trump também teria sido punido. Shin Hye-yong foi acusado de "manchar a autoridade" de Kim por um erro de intepretação e também pode ter sido enviado para um campo de prisioneiros. 

Acredita-se que o ditador tenha ordenado as punições para desviar a atenção pública de problemas internos. Kim também teria acusado os funcionários de espionarem o regime a mando dos Estados Unidos. A irmã mais nova do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, não foi vista em público desde a cúpula, segundo outra fonte ouvida pelo jornal. 

Nessa quinta-feira (30) o jornal estatal Rodong Sinmun, afirmou que "atuar como se a pessoa estivesse reverenciando o líder na frente dos outros, mas sonhando com outra coisa quando vira as costas é uma conduta anti-partido e anti-revolucionária". O comunicado ainda dizia que "tais pessoas não evitarão o julgamento severo da revolução". 

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De acordo com o veículo Chosun Ilbo , a última vez que o governo da Coreia do Norte utilizou as palavras "anti-partido" e "anti-revolucionária" no jornal oficial foi em 2013,  quando Kim Jong-un executou seu tio, Jang Song-taek.