Tamanho do texto

Não há informações oficiais sobre motivo do motim; organizações falam em protestos contra superlotação, atrasos processuais e condições subumanas nas celas, além dos "massacres da ditadura de Maduro nas prisões"

Homem atrás das grades
shutterstock
Negros são mais condenados por tráfico e com menos drogas em São Paulo


Um confronto entre presos e funcionários deixou 29 mortos e 19 agentes feridos durante a madrugada desta sexta-feira (24) no comando policial do município de Páez, na cidade de Acarigua, na Venezuela. Vizinhos não conseguiram dormir por causa das explosões. 

Leia também: Mais dois alpinistas morrem no Everest; Número sobe para dez na temporada

Ainda não há informações oficiais sobre as causas do motim. O Observatório Venezuelano de Prisões (OVP), organização não governamental que defende os direitos dos detentos, responsabilizou Ministério de Serviços Penitenciários pela rebelião na penitenciária da Venezuela .

No Twitter, o jornal Vpitv denunciou que a jornalista Mariangela Moro foi ameaçada por agentes da Polícia de Acarigua que a obrigaram a apagar o material gravado na porta do hospital.

A repórter contou que o clima de tensão começou há duas semanas, no Dia das Mães, quando familiares dos presos não puderam passar o fim de semana no local. Os agentes se recusaram a atender a demanda dos detidos e encerraram as visitas. "Eles suspenderam a visita e não aceitaram o envio de comida", explicou Mariangela.

Na noite de quinta-feira (23), um grupo de prisioneiros voltou a protestar, dessa vez contra a superlotação , atrasos processuais e as condições subumanas nas celas. Uma nova briga entre presos e agentes teve início e o líder dos presos foi morto. Além da troca de tiros, um vídeo mostra que uma granada foi usada nos confrontos. Pelo menos duas mulheres foram feitas de reféns, segundo as imagens.

Leia também: Terremoto sacode prédios no Japão horas antes da visita de Trump

A ONG Provea também denunciou "os massacres da ditadura de Maduro [presidente da Venezuela ] nas prisões", lembrando que em 2017, 39 presos foram assassinados no Centro de Detenção Amazonas e, em 2018, 69 foram mortos em Carabobo. "Impunidade absoluta. Eles impuseram na prática a pena de morte contra os prisioneiros".