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Hatice foi a última pessoa a ver o colunista do jornal The Washington Post, antes de sua entrada no consulado saudita na Turquia, de onde jamais saiu

Jornalista saudita Jamal Khashoggi
Reprodução/Al Manar
Jornalista saudita Jamal Khashoggi foi visto pela última vez entrando na embaixada de seu país na Turquia

Hatice Cengiz, a noiva de Jamal Khashoggi, o jornalista assassinado no consulado saudita na Turquia no ano passado, disse nessa quinta-feira (16) que não acredita que até agora ninguém enfrentou as consequências legais pelo crime cometido.

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"Eu não consigo entender como o mundo ainda não fez nada a respeito disso", disse a noiva de Khashoggi ao subcomitê de Assuntos Internacionais da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, falando em turco por meio de um intérprete.

"Eu ainda não consigo entender o sentido humano disso. Eu ainda sinto como se fosse acordar", disse em depoimento emocionado, durante audiência sobre liberdade de imprensa internacional e os perigos da cobertura jornalística sobre direitos humanos.

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Hatice foi a última pessoa a ver Khashoggi , que morava nos Estados Unidos e era colunista do jornal Washington Post , antes de sua entrada no consulado saudita em Istambul, no dia 2 de outubro, para obter documentos para seu casamento. Ele nunca deixou o edifício.

O jornalista saudita , que tinha fontes na realeza do país e se tornou um crítico do príncipe Mohammed bin Salman, foi morto e dentro do consulado por uma equipe de agentes sauditas, provocando comoção internacional.

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