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Irmã Dulce já tinha um milagre reconhecido e, por isso, era considerada beata; a freira baiana será a primeira mulher brasileira a ser canonizada

Irmã Dulce
Reprodução/OSID
Irmã Dulce era conhecida pelas ações de caridade que praticava

O papa Francisco reconheceu nesta terça-feira (14) o segundo milagre atribuído à beata Irmã Dulce, o que permite que a freira brasileira seja proclamada santa. Apesar de ser o país com maior população católica do mundo, até agora o Brasil possui apenas um santo, o Frei Galvão, que foi canonizado em 2007.

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O processo de canonização de Irmã Dulce começou em janeiro de 2000. No ano seguinte, foi reconhecido o primeiro milagre atribuído à brasileira. De acordo com o site Vatican News , o segundo milagre foi reconhecido por meio de um decreto. Com isso, ela será a primeira mulher nascida no Brasil a ser canonizada. A cerimônia, no entanto, ainda não tem data para acontecer.

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O papa Francisco recebeu em audiência, na segunda-feira (13), o prefeito do Congregação das Causas dos Santos, cardeal Angelo Becciu, o qual autorizou o Dicastério vaticano a promulgar o decreto.

As Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) enviaram ao Vaticano em 2014 três graças alcançadas por devotos para análise, visando a canonização da freira. No entanto, ainda não se sabe qual delas foi reconhecida como milagre.

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Nascida em Salvador, em 26 de maio de 1914, com o nome de batismo de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, Irmã Dulce ficou conhecida por obras de caridade e assistência aos necessitados. Apelidada de "O Anjo bom da Bahia", ela morreu em 22 de maio de 1992 e foi beatificada em 22 de maio de 2011.