Tamanho do texto

Secretário interino de Defesa dos Estados Unidos, Patrick Shanahan também revelou que já tem planos ‘adaptados’ para as circunstâncias no país

Maduro
Divulgação/Ministério da Defesa da Venezuela
Maduro marchou ao lado de militares na tarde desta quinta-feira (2) para demonstrar apoio

O secretário interino de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, negou nesta sexta-feira que haja “lacunas” na inteligência sobre a Venezuela, como o visto antes da invasão do Iraque em 2003, após o apoio à fracassa tentativa de levante da oposição liderada por Juan Guaidó contra o governo do presidente Nicolás Maduro na última terça-feira.

Leia também: Diplomacia não significa ficar "em cima do muro", diz Ernesto Araújo

"Não acho que haja alguma lacuna na inteligência", afirmou Shanahan após reunião no Pentágono com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, e conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, e o almirante Craig Faller, que encabeça o Comando para América do Sul (SouthCom) das Forças Armadas americanas.

"Creio que temos relatos muito bons (da situação na Venezuela). Temos múltiplas fontes que constantemente consultamos e ainda temos todas outras maneiras que podemos coletar (inteligência). Tenho muita confiança na qualidade e acurácia das informações que estamos recebendo", explicou.

Embora não tenha sugerido qualquer movimentação no sentido de uma intervenção militar na Venezuela, Shanahan revelou já haver planos “adaptados” às circunstâncias no país.

"Temos um conjunto completo de opções adaptadas a certas circunstâncias", disse Shanahan, que cancelou de última hora uma viagem para a Europa devido à crise dos últimos dias na Venezuela. "À medida que mudam as condições (no terreno), fazemos modificações e ajustes", acrescentou, sem especificar que tipos de operações militares estão previstas nestes planos.

Shanahan, no entanto, lembrou as reiteradas advertências do presidente dos EUA, Donald Trump, de que “todas as opções” estão sobre a mesa no caso da Venezuela. "Tudo inclui tudo, mas quero evitar entrar em detalhes de poderíamos fazer isto ou aquilo", contou. "O que devemos ter é a confiança de que nossos planos têm profundidade", completou.,

Leia também: Flávio Bolsonaro acusa PT de "financiar ditadura" na Venezuela

A pergunta foi levantada depois que nesta sexta o influente senador republicano Lindsey Graham sugeriu que os Estados Unidos desloquem um porta-aviões para a costa da Venezuela . “Cuba e Rússia enviam tropas para apoiar Maduro na Venezuela enquanto nós falamos/sancionamos. Onde está nosso porta-aviões?”, escreveu Graham no Twitter.