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"As nossas Forças Armadas devem dar uma lição histórica neste momento. Chegou a hora de combater. Chegou o momento de dar um exemplo e dizer que, na Venezuela, há uma força armada coerente e coesa", ressaltou Maduro

Nicolás Maduro Venezuela
Reprodução/Twitter
Em vídeo, Maduro garantiu que segue tendo apoio dos militares venezuelanos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro , apareceu em um vídeo nesta quinta-feira (2), ao lado do ministro da Defesa, Vladimir Padrino Lopez, para garantir que as Forças Armadas ainda estão ao seu lado.

Nas imagens, divulgadas via redes sociais, Maduro usa roupas militares e está rodeado por soldados. Ele anunciou para uma "marcha militar junto com os dignos e leais oficiais das nossas Forças Armadas".

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"As nossas Forças Armadas devem dar uma lição histórica neste momento. Chegou a hora de combater. Chegou o momento de dar um exemplo e dizer que, na Venezuela, há uma força armada coerente, fiel e coesa", ressaltou Maduro.

"Estamos em combate. Máxima moral nesta batalha para desarmar qualquer traidor, qualquer golpista. Hoje e todos os dias, os soldados marcharão pela lealdade militar à pátria de Bolívar", pediu Maduro, anunciando manifestações diárias de seus apoiadores, a partir desta quinta.

A mensagem de Maduro chega dois dias após o opositor e autodeclarado presidente da Venezuela , Juan Guaidó, anunciar que havia o apoio das Forças Armadas para derrubar o governo. Guaidó também convocou protestos populares entre os dias 30 e 1 de maio, aproveitando os atos do Dia do Trabalho.

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Os opositores entraram em confronto com as autoridades venezuelanas e duas pessoas morreram, além de dezenas ficarem feridas.

Guaidó se autoproclamou presidente em janeiro e conquistou o apoio de mais de 50 países da comunidade internacional, incluindo Brasil e Estados Unidos, que pedem a saída de Maduro e a convocação de novas eleições para colocar fim à crise humanitária e política na Venezuela.

No entanto, Maduro permanece no poder graças ao respaldo das Forças Armadas, de parte da população e de países como Rússia, China e Cuba.

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