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Venezuela vive enorme tensão política desde janeiro, quando Maduro tomou posse de um novo mandato que não é reconhecido pela oposição do país

Confronto Venezuela
Reprodução/Twitter
Nesta quinta-feira, Venezuela pode viver seu terceiro dia consecutivo de protestos

Os protestos da última quarta-feira (1º) na Venezuela levaram à morte de uma mulher, depois de, no dia anterior, ter morrido um jovem em Aragua. O segundo dia consecutivo de manifestações teria ainda deixado quase 50 pessoas feridas mas, de acordo com o Serviço Municipal de Saúde, todas estão fora de perigo. As manifestações poderão continuar nesta 5ª.

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Jurubith Rausseo, de 27 anos, morreu numa clínica depois de ter sido atingida na cabeça por uma bala durante os protestos na Venezuela . A informação é da organização não governamental Observatório Venezuelano de Conflito Social.

No final da manhã, a ONG Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS) confirmou que outras duas pessoas morreram. Yoster Graterol, de 16 anos, na região da capital Caracas e Yoifre Jesús Hernández Vásquez, em Altamira.

Juan Guaidó confirmou essa morte em sua página no Twitter. “Comprometo-me a fazer com que a morte de Jurubith Rausseo, de apenas 27 anos, numa sala de cirurgia, pese a quem decidiu disparar contra um povo que decidiu ser livre”, afirmou.

Crise

A Venezuela vive enorme tensão política desde janeiro deste ano, quando Maduro tomou posse de um novo mandato que não é reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional. Guaidó se autoproclamou presidente de um governo interino, que conta com o apoio de mais de 50 países.

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Paralelamente, a Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, o que gera protestos diários para denunciar a escassez severa de alimentos e remédios e a péssima prestação de serviços públicos.