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Após onda de atentados, que mataram 290 pessoas, governo decidiu tomar decisão; última vez que situação aconteceu foi durante a guerra civil no país

Igreja destruída Sri Lanka
St. Sebastian's Church
Onda de atentados no Sri Lanka deixou mais de 200 mortos

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, conferiu poderes de polícia ao Exército por conta dos atentados que mataram quase 300 pessoas no último domingo (21). Com isso, os militares terão amplas prerrogativas para prender suspeitos, assim como já ocorrera durante a guerra civil no país (1983-2009).

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Anteriormente,  por meio de comunicado, Sirisena havia pedido ajuda internacional para traçar as ligações dos atacantes. "Relatórios de inteligência indicam que organizações terroristas internacionais estão por trás dos terroristas locais", afirma o comunicado.

Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques, mas o  governo atribui as ações ao  grupo islâmico National Thowheeth Jama'ath ( NTJ ).

O primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe disse temer que os ataques joguem a ilha em uma nova fase de instabilidade e que é preciso "dar às forças de defesa todos os poderes necessários" para identificar e capturar os terroristas.

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A polícia do  Sri Lanka  prendeu 24 pessoas suspeitas de ligação com os atentados e o governo declarou estado de emergência a partir de meia-noite desta segunda (14h de domingo no Brasil).