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O texto aumenta o mandato presidencial para seis anos e autoriza que o atual líder tente mais uma reeleição; Sisi assumiu o poder do Egito em 2014

Abdel Fatah Al-Sisi faz discurso
Reprodução/Twitter
O presidente do Egito, Al-Sisi, assumiu o poder no país em 2014

O Parlamento do Egito aprovou nesta terça-feira (16) uma reforma constitucional que permite ao presidente Abdel Fattah al Sisi permanecer no poder até 2030. O texto aumenta o mandato presidencial de quatro para seis anos e autoriza Sisi a tentar mais uma reeleição. A reforma constitucional também estabelece a figura do vice-presidente, recria o Senado e garante uma cota de 25% para mulheres na Câmara.

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Em 2013, Sisi liderou um golpe militar que derrubou o governo islamista de Mohamed Morsi. O ex-chefe das Forças Armadas assumiu o poder no Egito formalmente em 2014 e foi reeleito em 2018 com 97,08% dos votos.

Seu mandato termina em 2022, mas a reforma constitucional amplia o período em dois anos. Como teria direito a mais uma reeleição, Sisi poderia ficar no comando até 2030. O texto impõe um limite de dois mandatos presidenciais seguidos, mas conta com um artigo especial permitindo uma terceira candidatura do atual chefe de Estado .

Para virar lei, a mudança ainda precisa passar por um referendo popular, mas a vitória do presidente é dada como certa. A votação deve acontecer até o início de maio, antes do início do Ramadã, o mês sagrado do Islã.

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Sisi é acusado de perseguir adversários políticos e de implantar um novo regime autocrático no Egito . O país já é marcado pelos quase 30 anos de Hosni Mubarak no poder.

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