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Para o Grupo, a Venezuela vive "uma crise humanitária, política, econômica e moral; a nota diz ainda que a situação se dá em função do "regime ilegítimo e ditatorial de Nicolás Maduro"; Grupo de Lima também pediu ação da ONU

representantes dos países do Grupo de Lima alinhados e acenando em frente às bandeiras
Reprodução/Twitter Itamaraty
O chanceler Ernesto Araújo participou da reunião do Grupo de Lima em Santiago

O Grupo de Lima divulgou uma nota oficial, no encerramento da reunião desta segunda-feira (15), em Santiago do Chile, em que reconhece que a Venezuela vive "uma crise humanitária, política, econômica e moral, gerada pelo regime ilegítimo e ditatorial de Nicolás Maduro, que constitui uma ameaça para a paz e a segurança internacionais, com efeitos regionais e globais".

O Grupo de Lima exige a saída imediata de Nicolás Maduro, atendendo a pedido da Casa Branca . "Condição indispensável para o reestabelecimento da democracia e da ordem constitucional, através de eleições livres, justas e transparentes, com acompanhamento e observação internacional”.

O documento divulgado possui 17 tópicos e apela ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, à Assembleia Geral e ao Conselho de Segurança da ONU, para que tomem ações para evitar o progressivo deterioramento da paz e da segurança. Eles também prestem que os órgãos da ONU prestem urgente assistência humanitária para a população e migrantes venezuelanos.

O texto diz ainda que o Grupo reconhece Juan Guaidó como presidente e condena a sistemática violação de direitos humanos cometidos pelo regime de Maduro, além de pedir a liberação imediata de presos políticos e o fim das detenções arbitrárias, torturas e ações violentas de grupos paramilitares.

Os representantes do grupo pediram ainda que a comunidade internacional, especialmente a China, Rússia, Cuba e Turquia , favoreçam o processo de transição e reestabelecimento da democracia na Venezuela. E rechaçam qualquer ameaça que implique uma intervenção militar no país, além de condenar a ingerência estrangeira e demandar a retirada imediata de serviços de inteligência, segurança e forças militares que estão no país sem amparo na Constituição venezuelana.

O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo , participou da reunião com representantes de 13 países destinada a tratar da situação político-econômica da Venezuela. Foi a 12ª reunião do Grupo, que é formado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Santa Lúcia e Venezuela. O Equador assistiu o encontro na qualidade de observador.

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O ministro das Relações Exteriores do Chile, Roberto Ampuero, coordenou a sessão, e disse que "a política do Grupo de Lima é muito clara na busca de uma solução democrática, uma solução política, uma solução não violenta, para a tragédia a que está atravessando o povo da Venezuela".

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