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O fundador do WikiLeaks foi preso na última quinta-feira (11)

Mais de 70 deputados britânicos assinaram uma carta neste sábado (13) para pedir ao ministro do Interior do Reino Unido, Sajid Javid, que assegure que o australiano Julian Assange seja entregue às autoridades suecas, caso peçam sua extradição.

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Julian Assange
Reprodução/Ansa
Julian Assange foi preso na embaixada equatoriana em Londres e pode ser extraditado para a Suécia


Assange , fundador do WikiLeaks, foi preso na última quinta-feira (11) na embaixada equatoriana em Londres, onde estava exilado há sete anos para evitar sua detenção pelas acusações de estupro e agressão sexual na Suécia.

Segundo a advogada Jennifer Robinson, ele foi detido pela polícia britânica com base em um pedido de extradição dos Estados Unidos e por ter faltado a uma audiência em 2012.

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Assange, por sua vez, nega todas as acusações. No entanto, a Justiça sueca não descarta a possibilidade de reabrir o processo arquivado em 2017.

A carta dos parlamentares, em sua maioria assinada por membros do partido Trabalhista, pede para Javid priorizar o possível pedido de extradição da Suécia , como uma forma de "apoiar vítimas de violência".

"Isto permitiria encerrar a investigação sobre uma acusação de estupro e, se for adequado, apresentar acusações e organizar um julgamento", dizem os deputados.

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"Não estamos dizendo que ele é culpado, mas acreditamos que deve haver um processo adequado e que o acusado deve ver que a justiça será feita", acrescenta o documento, que afirma que a acusação de estupro será prescrita em agosto de 2020.

Na Suécia, Assange é acusado em dois casos, sendo um de estupro e outro de agressão sexual, que prescreveu em 2015.