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União Europeia deve aceitar novo pedido do Reino Unido de extensão de prazo; Theresa May busca evitar que o adiamento ultrapasse 30 de junho

Manifestantes carregam cartazes em protesto anti-Brexit
Facebook/ North East for Europe
Um Brexit sem acordo foi proibido pelo Parlamento britânico; manifestantes pedem um novo referendo

O Parlamento do Reino Unido aprovou nesta terça-feira (9) mais um adiamento do Brexit. A Câmara dos Comuns apoiou o pedido da primeira-ministra Theresa May de mudar novamente o prazo de saída da União Europeia, desta vez para o dia 30 de junho.

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Por 420 votos a favor e 110 contra, a proposta de May de adiar o Brexit por pouco mais de dois meses foi aceita. Agora ela será levada para a União Europeia, que também precisa aceitar o novo prazo.

No que depende do bloco europeu, o adiamento da saída do Reino Unido deve ser aceito , mas há possibilidades de que o ela seja adiada por um prazo ainda maior, de até um ano. May, por sua vez, tenta evitar essa opção porque isso implicaria na participação do Reino Unido nas eleições para o Parlamento Europeu, que é o que a primeira-ministra britânica tenta evitar.

Nesta semana, Theresa May foi ao encontro da líder alemã Angela Merkel e do presidente francês Emmanuel Macron para buscar apoio à sua proposta de empurrar a saída para o fim de junho. Merkel concorda que uma saída ordenada, ou seja, com acordo, é necessária.

O Brexit estava originalmente planejado para acontecer até o dia 29 de março. No entanto, todos os acordos de saída propostos por Theresa May até então foram rejeitados pelo Parlamento britânico. A primeira-ministra então  solicitou o adiamento do prazo para 30 de junho, mas a União Europeia determinou que a nova data seria 12 de abril. Às vésperas do fim do prazo e ainda sem acordo, outro pedido se fez necessário.

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A saída vem sendo negociada desde 2016, quando um referendo popular decidiu pelo Brexit . Deixar o grupo abruptamente, no entanto, traria inúmeras complicações econômicas e sociais, já que romperia com a atual integração.

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