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Maduro teria autorizado a ação de grupos civis armados para reprimir protestos em Caracas; o presidente acusa a oposição por blecautes

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Reprodução/Twitter
O líder oposicionista Juan Guaidó pediu que venezuelanos protestem contra Nicolás Maduro sempre que houve apagão

Venezuelanos saíram às ruas para protestar contra o governo de Nicolás Maduro neste domingo (31). Eles bateram panelas principalmente nas ruas da capital Caracas após sofrerem com os efeitos de mais um apagão. Algumas regiões ainda sofrem com a falta de energia elétrica e água.

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Na véspera (30), Juan Guaidó, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, havia pedido aos cidadãos contrários ao regime de Nicolás Maduro que se manifestassem todas as vezes que houvesse um apagão ou falta de água. Em alguns lugares, como no estado de Zulia, os racionamentos já duram uma semana.

Os protestos foram reprimidos por forças estatais e por grupos de civis armados favoráveis ao chavismo, que teriam sido autorizados pelo próprio Maduro.

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O regime de Maduro mantém a narrativa de que o apagão se deve a sabotagens realizadas pela oposição. O ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, afirmou que aconteceu uma “obstrução criminosa”.

"[O regime] denuncia a infame e brutal perpetração de dois ataques programados e sincronizados contra o sistema elétrico nacional para obstruir de forma criminosa e homicida os imensos esforços do governo (...) para estabilizar o serviço de energia elétrica", afirmou à televisão governamental.

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Mais uma vez, o goveno de Nicolás Maduro decretou a redução da jornada de trabalho e a suspensão das aulas, para tentar minimizar os efeitos do blecaute. "Para conseguir consistência na prestação do serviço elétrico, o governo bolivariano decide manter suspensas as atividades escolares e estabelece a jornada de trabalho diária até as 14h em instituições públicas e privadas", informou Rodríguez, em declarações transmitidas pela televisão pública.