Oposicionista Juan Guaidó convocou protestos após perder direitos políticos na Venezuela
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Oposicionista Juan Guaidó convocou protestos após perder direitos políticos na Venezuela

A Venezuela vive mais um dia de protestos neste sábado (30). Em meio a novos picos de energia que estão deixando milhares de casa e empresas sem eletricidade, grupos pró e contra o presidente do país, Nicolás Maduro, voltaram a tomar as ruas.

A maior motivação das recentes manifestação é a polêmica decisão da Controladoria da Venezuela , que retirou os direitos políticos do autodeclarado presidente interino do país e principal opositor de Maduro, Juan Guaidó.

Em sua decisão, anunciada pela televisão estatal venezuelana, o controlador do governo, Elvis Amoroso, informou que Juan Guaidó fez 91 viagens ao exterior sem qualquer aviso prévio à Assembleia Nacional, o que é proibido por lei.

"Ele fez 91 viagens ao exterior sem a autorização da Assembleia Nacional por um montante de 570 milhões de bolívares que ele não pode justificar com seu salário como funcionário público", disse Amoroso.

Entre as viagens feitas por Guaidó está incluída a visita ao Brasil no dia 03 de março. Principal opositor de Nicolás Maduro , o político passou por diversos países da América do Sul, justamente buscando apoio pela queda do atual presidente venezuelano .

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“A Controladoria decidiu desativar o exercício de qualquer cargo público do cidadão (Guaidó) pelo prazo máximo estabelecido na lei", diz o documento lido por Elvis Amoroso nesta quinta-feira (28) aos cidadãos do país.

O controlador do governo, porém, não conseguiu explicar a partir de que momento passa a vigorar a pena de Guaidó, mas confirmou que, de imediato, o líder do parlamento venezuelano será multado.

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Autodeclarado presidente da Venezuela com aprovação do parlamento, Juan Guaidó tem o apoio do chamado “Grupo de Lima”, formado em oposição ao regime de Nicolás Maduro. Entre os principais apoiadores está o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos e a União Europeia também reconhecem o opositor de Maduro. Outros chefes de governo mundiais, porém, condenam as ações do parlamentar, casos de Vladimir Putin, da Rússia e Recep Tayyip Erdoğan, da Turquia.


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