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Ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbábue e Malauí deixando 746 mortos nos três países; em Moçambique, há 271 casos de cólera confirmados. Veja

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Divulgação/UNICEF/Javier Rodriguez
Passagem do ciclone Idai por Moçambique aconteceu no dia 14 de março e já deixa 493 mortos


O número de mortes causadas pela passagem do ciclone Idai em Moçambique subiu para 493, segundo informações do governo do país. Ao todo, já são 746 mortes confirmadas em Moçambique, Zimbábue e Malauí, as três nações atingidas pelo fenômeno. As operações de busca e resgate continuam.

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 De acordo com o coordenador de Gestão de Calamidades (INGC) de Moçambique, Rui Costa, 168.940 famílias foram afetadas pela passagem do ciclone Idai . Ao todo, são 839.740 pessoas atingidas e mais de 1.500 feridos.

Segundo ele, esses números aumentam diariamente, já que as chuvas continuam pelo país, fazendo com que as condições de buscas por desaparecidos sejam prejudicadas.

Costa acrescentou, ainda,  que 140 mil moradores  estão desabrigados, concentradas em centros de reassentamento. Além disso, 53 unidades sanitárias e mais de 3.500 salas de aulas e 99 mil casas foram destruídas.

Na sexta-feira (29) o governo de Moçambique anunciou a i mplementação de um pacote de medidas no país com o objetivo de reduzir os impactos sociais, materiais e econômicos decorrentes da passagem do ciclone. Entre elas, estão a redução de taxas em eletricidade e transportes e a assistência médica gratuita, além de uma campanha da vacinação contra a cólera .

Passagem do ciclone Idai espalhou cólera 

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Divulgação/ONU
Passagem do ciclone Idai ampliou o número de casos de cólera em Moçambique


De acordo com o governo do país, 271 casos de cólera foram registrados após a passagem do Idai. A maior parte dos novos casos foram encontrados na cidade de Beira, a mais afestada pelo fenômeno.

Até este sábado (30), Moçambique ainda não havia confirmado mortes pela doença, que se espalha por fezes contaminadas com a bactéria presentes na água e alimentos, causandodiarreias e taquicardia e podendo levar rapidamente à morte.

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Apesar da cólera não são incomuns no país, agentes de saúde afirmam que o ciclone Idai fez com que a doença se espalhasse com maior rapidez. 

*Com informações da Agência Brasil