Juan Guaidó denunciou o prisão de seu chefe de gabinete pelo serviço secreto da Venezuela
Antonio Cruz/Agência Brasil
Juan Guaidó denunciou o prisão de seu chefe de gabinete pelo serviço secreto da Venezuela

Os serviços secretos da Venezuela detiveram, na madrugada de hoje (21), Roberto Marrero, chefe de gabinete do autoproclamado presidente Juan Guaidó. A informação foi confirmada por Sergio Vergara, líder do grupo parlamentar da Vontade Popular, partido de Guaidó. A operação do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) foi denunciada no Twitter pelo próprio presidente da Assembleia Nacional.

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“Desde as 2h24, funcionários do Sebin assediam as casas do deputado e chefe de bancada da VP, Sergio Vergara, e do chefe do meu gabinete, o advogado Roberto Marrero, mantidos sequestrados no local”, escreveu Juan Guaidó em sua conta no Twitter. Os agentes do Sebin teriam entrado sem mandado judicial nas casas de Marrero e Vergara, no bairro de Las Mercedes, em Caracas, capital da Venezuela .

O líder da bancada parlamentar da Vontade Popular descreveu os acontecimentos da madrugada em Las Mercedes: “Mantiveram-me no chão, entraram em casa e perguntaram-me se estava com mais alguém. Perguntaram se sabia onde vivia Roberto Marrero, ao que não respondi. Repeti-lhes que estavam violando um direito constitucional, como a imunidade parlamentar", contou Vergara.

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Na semana passada, o regime de Nicolás Maduro chegou a prender o jornalista Luis Carlos Díaz. Ele trabalha como apresentador de rádio é um ativista pela liberdade digital. O jornalista foi acusado de ter causado os apagões que atingiram o país por seis dias.

O apresentador foi liberado em Caracas depois de 30 horas de prisão, mas ainda responde a acusação de incitação à deliquência, terá que comparecer diante das autoridades a cada oito dias e não poderá deixar o país sem autorização. 

Em conversa com a imprensa, Díaz disse que está proibido de comentar o caso. "O processo segue, não posso dar declarações. Tenho mil histórias, mas não posso dizer nada. Isso dependeu de vocês. Viva o jornalismo venezuelano, todo poder às redes. Esse é o momento das redes", afirmou.

Existe um impasse na Venezuela entre Maduro e Juan Guaidó, presidente autodeclarado. Mais de 50 países, incluindo o Brasil, os Estados Unidos e a União Europeia, apoiam Guaidó, enquanto China, Rússia e Turquia estão ao lado de Maduro .

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