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Reprodução/Twitter
Nicolás Maduro pediu para ministros colocarem os cargos à disposição

Após o apagão de quase uma semana na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro anunciou a reestruturação do seu gabinete. Ele pediu que todos os ministros coloquem os cargos à disposição. O vice-presidente da República, Delcy Rodríguez, comunicou a decisão.

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 "O presidente Nicolás Maduro pediu a todo o gabinete executivo para colocar seus encargos, com o fim dos efeitos de uma profunda reestruturação dos métodos e funcionamento do governo bolivariano para proteger a pátria de Bolívar e Chávez  de qualquer ameaça", disse Rodriguez em sua conta no Twitter.

Há dois dias, Maduro anunciou a intenção de mudanças para “otimizar a gestão do governo e proteger o país contra novas ameaças”. "É uma luta moral e espiritual de um país inteiro pela honestidade, pela eficiência e pelos bons serviços", afirmou.

Um  apagão que atingiu o país por sete dias e terminou apenas na última sexta-feira (15), teria motivado a decisão de Maduro. 

Maduro tem sustentado a teoria de que a queda no sistema elétrico foi causada por "ataques cibernéticos e eletromagnéticos" dos Estados Unidos contra os sistemas da usina hidrelétrica de Guri, que gera praticamente 80% da energia elétrica da Venezuela .

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"Para evitar que voltem a acontecer no futuro novos ataques de ação criminosa do terrorismo da extrema direita venezuelana e dos seus donos na administração do governo dos EUA", completou Rodríguez. O governo chavista afirmou ainda que pedirá ajuda da Rússia e do Irã para investigar as causas do apagão. 

O regime do presidente chegou a prender o jornalista Luis Carlos Díaz. Ele trabalha como apresentador de rádio é um ativista pela liberdade digital. Ele foi acusado de ter causado um dos apagões, mas nada foi provado.

O apresentador foi liberado em Caracas depois de 30 horas de prisão, mas ainda responde a acusação de incitação à deliquência, terá que comparecer diante das autoridades a cada oito dias e não poderá deixar o país sem autorização. 

Em conversa com a imprensa, Díaz disse que está proibido de comentar o caso. "O processo segue, não posso dar declarações. Tenho mil histórias, mas não posso dizer nada. Isso dependeu de vocês. Viva o jornalismo venezuelano, todo poder às redes. Esse é o momento das redes", afirmou.

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De acordo com a organização não-governamental Médicos por la Salud,  21 pessoas morreram em hospitais da Venezuela onde o  apagão  fez com que geradores parassem de funcionar, impedindo também o funcionamento de equipamentos respiratórios e máquinas de diálise.

A iniciativa de pedir a renúncia dos ministros ocorre no momento em que há um impasse na Venezuela entre Maduro e Juan Guaidó, presidente autodeclarado. Mais de 50 países, incluindo o Brasil, os Estados Unidos e a União Europeia, apoiam Guaidó, enquanto China, Rússia e Turquia estão ao lado de Maduro

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