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Jacinda Ardern acredita que assunto não pode mais ser adiado e quer banir semiautomáticas; Nova Zelândia tem uma lei de armas considerada liberal

Primeira-minista da Nova Zelândia se pronunciou sobre ataque e pediu maior controle de armas
Reprodução/TVNZ
Primeira-minista da Nova Zelândia se pronunciou sobre ataque e pediu maior controle de armas

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou neste sábado (16), que as leis sobre armas serão alteradas no país. O pronunciamento da primeira-ministra vem como uma resposta após o ataque a duas mesquitas em Christchurch na sexta-feira (15), no qual 49 pessoas morreram e 48 ficaram feridas.

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"Agora é a hora de mudar", disse a líder da Nova Zelândia . Ardern lembrou que o assunto já foi discutido anteriormente, e considerou que não é mais possível adiar uma ação após o atentado.

A lei de armas do país é considerada liberal. Um cidadão pode adquirir uma arma legalmente a partir dos 16 anos de idade. É necessário ter uma licença, mas a maioria das armas individuais não necessita de registro.

Um dos itens que Ardern busca implementar é o banimento de armas semiautomáticas. Segundo Ardern, duas armas semiautomáticas estavam entre as cinco que foram apreendidas com o assassino. O homem também carregava duas espingardas e comprou legalmente todas elas a partir de dezembro de 2018.

"Enquanto o país lida com uma forma de raiva e tristeza que nunca experimentamos antes, estamos buscando respostas", disse Jacinda Ardern . "Estamos todos sofrendo juntos... nosso dever é manter todos seguros - isso não aconteceu aqui e então perguntas devem ser feitas", acrescentou.

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Brenton Harrison Tarrant, um australiano de 28 anos, foi apontado como o autor dos disparos. Na manhã de hoje (16, horário local) ele foi formalmente acusado de homicídio e se tornou réu. Por enquanto, ele responde pela morte de um homem, cuja identidade não foi revelada.

Segundo a primeira-ministra, o acusado não morava em Christchurch, mas atualmente passava uma temporada em Dunedin, uma cidade ao sul do país. Tarrant visitava o país com frequência, porém não constava em nenhuma lista de vigilância. "Nenhum dos três indivíduos presos estava em listas de vigilância ou tinha registro de crimes cometidos na Nova Zelândia ou na Austrália", informou.

As mesquitas de Masjid Al Noor e de Linwood foram os alvos dos ataques . Os locais estavam lotados com mais de 300 pessoas, reunidas para as tradicionais orações do meio-dia de sexta-feira.

Dos 49 mortos, apenas um chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu. Entre os feridos, há crianças e adultos. O governo da Nova Zelândia informou que 12 dos feridos estão em estado grave e precisaram passar por cirurgias. Segundo Jacinda Ardern, médicos de todo o país estão à disposição e especialistas da Austrália também podem vir para cuidar de feridos em estado grave, caso haja necessidade.

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