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Segundo imprensa local, 12 das pessoas que ficaram feridas após os ataques a duas mesquitas de Christchurch estão em estado grave de saúde; entenda

Segundo testemunhas, tiroteios fizeram diversas vítimas em três mesquitas em cidade da Nova Zelândia
Reprodução/Twitter
Segundo testemunhas, tiroteios fizeram diversas vítimas em três mesquitas em cidade da Nova Zelândia

Ataques simultâneos a duas mesquitas na cidade de Christchurch, no sul da Nova Zelândia, deixaram pelo menos 49 mortos e 48 feridos na madrugada desta sexta-feira (15). Dentre os feridos, 12 pessoas estão em estado grave. As autoridades classificaram o crime como ataque terrorista de extrema direita. Um dos ataques foi transmitido ao vivo nos canais de mídia social.

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De acordo com a polícia, testemunhas relataram a presença de homens vestidos de preto e encapuzados minutos antes do incidente. Após os disparos, os suspeitos teriam fugido do local antes da chegada das autoridades. Porém, a imprensa da Nova Zelândia afirma que quatro suspeitos, três homens e uma mulher, já foram presos. No horário local, os ataques aconteceram pela tarde.

Inicialmente, falava-se sobre dois ataques simultâneos. Porém, confirmou-se depois que foram três os locais atingidos. O principal deles foi a mesquita de Linwood que recebia cerca de 300 pessoas no momento da ação criminosa. O atirador, que portava um rifle automático, chegou a filmar sua ação e transmitir ao vivo no Facebook.

O local recebia a visita da seleção de críquete de Bangladesh, que visitava a cidade antes de fazer partida amistosa contra o país. Por sorte, os atletas não sofreram qualquer ferimento.

Em comunicado nas redes sociais, a assessoria do time neozelandês confirmou que o jogo foi cancelado devido a questões de segurança.

Relatos de testemunhas

Após ataques em mesquitas, polícia busca os responsáveis e pede que população não saia de casa
Reprodução/Twitter
Após ataques em mesquitas, polícia busca os responsáveis e pede que população não saia de casa

Em entrevista para a rede norte-americana CNN , uma das testemunhas relatou que havia cerca de 300 pessoas dentro da mesquita e que o atirador entrou por uma porta nos fundos  do local e começou a atirar. Ele confirmou também a presença de um segundo atirador em outra mesquita, onde cinco pessoas morreram.

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A polícia de  Christchurch , que já conseguiu identificar e prender um dos terroristas, pede que a população fique dentro de casa, para evitar novos incidentes até que os outros atiradores sejam encontrados e neutralizados.

Em entrevista coletiva, a primeira ministra Jacinda Ardern, chamou o ataque de um ato de violência sem precedentes e que não tem lugar na Nova Zelândia . "É um dos dias mais sangrentos da história do país", lamentou.


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