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Justificativa é 'calamidade' gerada pela queda de energia em todo o país; autoproclamado presidente do país convocou manifestação para amanhã

Juan Guaidó disse que as Forças Armadas venezuelanas não podem continuar “sendo cúmplices” de Maduro
Antonio Cruz/Agência Brasil
Juan Guaidó disse que as Forças Armadas venezuelanas não podem continuar “sendo cúmplices” de Maduro

A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição, aprovou por unanimidade nesta segunda-feira (11) um decreto do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, declarando estado de alarme no país. Guaidó também preside a Assembleia.

Para Juan Guaidó , o Parlamento não poderia ignorar a situação atual do país. “Mais da metade da  Venezuela já está há quase 72 horas sem serviço elétrico. Vivemos uma tragédia, uma crise elétrica gerada por um regime que roubou o dinheiro para investimento no Sistema Elétrico Nacional”, escreveu no Twitter.

Guaidó disse que as Forças Armadas venezuelanas não podem continuar “sendo cúmplices” do presidente Nicolás Maduro, a quem chamou de ditador e usurpador. “Como o regime usurpador se recusa a dar uma explicação ao país, além das mentiras habituais, obtivemos informações sérias sobre o apagão nacional, graças à bravura dos técnicos e da mídia que ajudaram a esclarecer o que os outros escondem", afirmou.

Guaidó informou que busca a ajuda de especialistas para solucionar a falta de energia na Venezuela. Ele disse que entrou em contato com países como Brasil, Alemanha, Japão e Colômbia para pedir ajuda técnica que permita ao país superar a crise no setor elétrico.

A organização não governamental (ONG) Codevida, que atua na Venezuela, informou que 15 doentes renais morreram nos últimos dias no país, em decorrência da falta de diálise. O apagão que atingiu o país afetou o funcionamento dos aparelhos. “Esta é uma tragédia sem precedentes”, lamentou Guaidó.

O autodeclarado presidente venezuelano também destacou os prejuízos econômicos provocados pela falta de energia . “Estimamos que a paralisação das atividades, a retomada das atividades, os danos às instalações e equipamentos industriais, comerciais e domésticos custarão ao país cerca de US$ 1,6 bilhão”.

Maduro diz que EUA são resposáveis pelo apagão na Venezuela
Em uma publicação em uma rede social, o presidente venezuelano Nicolás Maduro citou que ele e seus apoiadores vão lutar contra as “agressões imperiais”, em referência à sua acusação de que os Estados Unidos é o responsável pelo apagão que atinge 22 dos 23 estados do país desde a última quinta-feira (7), e disse que ninguém “se renderia.”

"O povo revolucionário cheio de dignidade, nobreza e coragem encheu as ruas de Caracas para ratificar seu firme compromisso de lutar contra as agressões imperiais. Com amor e resistência, superaremos a interferência; Nosso único destino é a vitória. Aqui ninguém se rende",  escreveu.

Em uma publicação em uma rede social, Nicolás Maduro citou que ele e seus apoiadores vão lutar contra as “agressões imperiais”, em referência à sua acusação de que os Estados Unidos é o responsável pelo apagão que atinge 22 dos 23 estados do país desde a última quinta-feira (7), e disse que ninguém “se renderia.”

"O povo revolucionário cheio de dignidade, nobreza e coragem encheu as ruas de Caracas para ratificar seu firme compromisso de lutar contra as agressões imperiais. Com amor e resistência, superaremos a interferência; Nosso único destino é a vitória. Aqui ninguém se rende",  escreveu.

Ele ainda disse que  ordenou "o início das ações necessárias para garantir a distribuição de produtos básicos através do #CLAP (Comitês Locais de Abastecimento e Produção), o fornecimento de água potável e os suprimentos necessários para a cidade e hospitais do país". Desde o apagão , pelo menos 32 pessoas já morreram , vítimas de doenças em que os tratamentos foram impossibilitados pela falta de energia elétrica .

No sábado (9), Maduro voltou a associar a falta de luz a um ataque hacker do país norte-americano. "Foi utilizada uma tecnologia de alto nível que só os Estados Unidos possuem", declarou o presidente da Venezuela . Segundo ele, o objetivo é desestabilizar seu governo por meio de sabotagem cibernética.

Leia também: "Aqui ninguém se rende", diz Maduro após dia de protestos na Venezuela

Também nesta segunda-feira, Juan Guaidó convocou a população para manifestações na terça-feira(12) a partir das 15h. Em discurso na Assembleia Nacional, ele defendeu a união de forças em busca da consolidação dos “direitos”. Guaidó lembrou que, em janeiro, havia avisado que “dias duros” viriam.

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