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Em discurso para apoiadores, Maduro criticou o presidente colombiano Iván Duque e ordenou saída imediata de diplomatas e cônsules da Venezuela

Nicolás Maduro atacou presidente colombiano Iván Duque, chamando-o de diabo
Reprodução/VTV Canal 8
Nicolás Maduro atacou presidente colombiano Iván Duque, chamando-o de diabo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um discurso inflamado a um público de apoiadores neste sábado (23). Em sua fala, Maduro anunciou o corte de todas as relações diplomáticas com a Colômbia.

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Nicolás Maduro fez duras críticas ao presidente da Colômbia, Iván Duque, chamando-o de diabo e questionando a posição do país em relação à Venezuela. Ele também ordenou a saída de todos os diplomatas e cônsules colombianos do país em até 24 horas.

“Pelo nosso comandante Chávez, eu pedi paciência, mas a paciência se esgotou, não posso seguir suportando. Por isso decidi romper todas as relações políticas e diplomáticas com o governo fascista da Colômbia, e todos os seus embaixadores e cônsules devem sair em 24 horas da Venezuela. Sai daqui, Oligarquia!”

A vice-presidente colombiana Marta Lucía Ramírez, reagiu ao discurso de Maduro. Segundo ela, o presidente venezuelano não pode romper relações com a Colômbia pois elas já estão rompidas. A Colômbia não nomeou nenhum embaixador para Caracas e não reconhece o embaixador venezuelano em Bogotá. Segundo a vice-presidente, o governo de Maduro terminou no dia 9 de janeiro.

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No mesmo discurso, Maduro também reafirmou a legitimidade de seu governo, defendeu o  fechamento de suas fronteiras para "garantir a paz" e desafiou seu opositor e autodeclarado presidente encarregado, Juan Guaidó, a convocar eleições suplementares.

Segundo ele, pela Constituição local, um presidente interino precisa convocar novas eleições presidenciais dentro de 30 dias. Esse prazo se encerraria hoje para Juan Guaidó.

"E por que estou aqui? Porque vocês são aqueles que decidem o que acontece. Não é Donald Trump , não são os bonecos da oligarquia, como Iván Duque . Aqui, quem decide é o soberano, e ninguém mais. Estamos aqui pelo voto do povo. E eu jurei defender a soberania popular e a Constituição com a minha vida, se preciso for”, disse Maduro, justificando e defendendo seu governo.

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O Brasil, que também integra a força-tarefa que oferece alimentos e remédios à Venezuela, foi poupado das críticas mais duras de Nicolás Maduro – que reservou a maior parte de ataques à Colômbia.