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Presidente está no Alvorada, mas governo acompanha protestos e pode convocar reunião de emergência; "Força aos irmãos venezuelanos", escreveu

De Brasília, presidente Jair Bolsonaro acompanha dia de protestos na Venezuela
Alan Santos/PR - 19.2.19
De Brasília, presidente Jair Bolsonaro acompanha dia de protestos na Venezuela

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está atento aos conflitos que têm tomado conta da fronteira da Venezuela com a Colômbia desde sexta-feira (22). Bolsonaro se manifestou por meio de suas redes sociais enviando apoio aos manifestantes venezuelanos. “Força aos nossos irmãos venezuelanos! Deus no comando!”, escreveu o presidente, em espanhol.

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Jair Bolsonaro  convocou nesta sexta-feira (22), em meio aos registros de violência na fronteira, uma reunião de emergência para discutir a situação da Venezuela. Participaram da reunião no Palácio do Planalto representantes de dez ministérios, o chefe do Estado-Maior do Conjunto das Forças Armadas, tenente brigadeiro do Ar, Raul Botelho. O governador de Roraima, Antonio Denarium, também participou por videoconferência.

O governo brasileiro foi um dos primeiros a reconhecer a autodeclaração de Juan Guaidó como presidente interino. O Brasil também atua no envio de ajuda humanitária vinda dos Estados Unidos e do próprio Brasil.

“Comunico que o envio de ajuda humanitária aos venezuelanos está mantido. O Brasil inteiro mobilizou-se de forma ágil e até o fim do dia, cerca de 200 toneladas de alimentos e medicamentos chegam em Boa Vista-Roraima. Boa noite a todos!”, publicou Bolsonaro no Twitter.

Representantes do governo brasileiro vão à Colômbia se reunir com outros países da América Latina para discutir a situação da Venezuela nesta segunda-feira (25). O vice-presidente, general Hamilton Mourão, e o chanceler Ernesto Araújo, que já está no país vizinho, representarão o Brasil.

Bolsonaro se reunirá com Mourão no domingo (24), antes do embarque do vice. O governo federal também vai manter um gabinete de crise para acompanhar a situação da fronteira.

Ajuda humanitária na Venezuela

Doações foram levadas até Roraima por via aérea e cruzaram a fronteira em caminhões
Divulgação/TV NBR
Doações foram levadas até Roraima por via aérea e cruzaram a fronteira em caminhões

Nicolás Maduro  fechou as fronteiras com a Colômbia e o Brasil para tentar impedir a entrada de ajuda humanitária oferecida pelos EUA e países vizinhos, incluindo o próprio Brasil. Para Maduro, a oferta de ajuda abre espaço para uma interferência externa na política venezuelana, que poderia culminar em um golpe de Estado liderado pelos Estados Unidos.

ajuda humanitária  para a Venezuela foi enviada a partir de um pedido do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó. Na manhã de hoje, como informado por Jair Bolsonaro no Twitter, o Brasil enviou dois caminhões carregados com doações até a fronteira em Pacaraima.