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Protesto violento ocorre a poucos quilômetros de Cúcuta, na Colômbia, onde Juan Guaidó e Iván Duque prepararam comboio para levar ajuda humanitária

Manifestantes montaram barricadas na cidade de Ureña, na fronteira da Venezuela com a Colômbia
Reprodução/TVVenezuela Noticias
Manifestantes montaram barricadas na cidade de Ureña, na fronteira da Venezuela com a Colômbia

Venezuelanos armaram barricadas e entraram em confronto com agentes da Guarda Nacional Bolivariana, fiel ao regime de Nicolás Maduro, após o presidente ordenar o fechamento da fronteira da Venezuela com a Colômbia

Os manifestantes arremessam pedras contra os agentes de segurança, que já revidaram com gás lacrimogêneo.  O violento protesto ocorre na cidade de Ureña, na fronteira da Venezuela com a cidade colombiana de Cúcuta, onde líderes da América Latina estiveram reunidos durante toda a manhã deste sábado (23).

Estiveram presentes nessa cúpula o líder da oposição a Maduro, o autoproclamado presidente encarregado Juan Guaidó; o presidente colombiano, Iván Duque; o presidente do Chile, Sebastián Piñera; e o presidente do Paraguai, Mario Benítez.

Além dos embates entre manifestantes e guardas, um ônibus do governo também foi incendiado pelos moradores de Ureña. O fogo atingiu a rede elétrica e também se alastrou para uma casa próxima ao local onde o veículo estava parado, conforme mostraram imagens da Globonews já no início desta tarde.

Houve vários momentos de corre-corre e os agentes de segurança dispararam tiros contra pessoas presentes no protesto.

O fechamento da fronteira colombiana foi anunciado nessa sexta-feira (22) pela vice de Maduro , Delcy Rodríguez, que citou "ameaças ilegais" do governo de Iván Duque – acusado de servir os interesses do americano Donald Trump contra a soberania da Venezuela. "O governo bolivariano informa a população que, devido às sérias e ilegais ameaças do governo da Colômbia contra a paz e a soberania da Venezuela , foi tomada a decisão de fechar totalmente as pontes Simón Bolívar, Santander e Unión", anunciou Delcy.

Leia também: Bolsonaro monitora confrontos na fronteira da Venezuela, mas mantém ajuda

Cooperação internacional entre os EUA, a Colômbia e o Chile tenta fazer com que caminhões com insumos ao povo venezuelano sejam entregues pelo governo paralelo de Guaidó. As pontes que ligal Cúcuta a cidades do estado de Táchira, no entanto, foram bloqueadas com barris, cercas e contêineres por forças do regime Maduro.

Hoje cedo, três agentes da Guarda Nacional Bolivariana desertaram e usaram veículos blindados para tentar desobstruir uma das pontes, a Tienditas, que foi palco de festival de música que virou ato anti-Maduro na tarde de ontem.

As dificuldades para cruzar a fronteira com ajuda humanitária se repetem também em Roraima, onde  dois caminhões carregados com comida e medicamentos aguardam liberação das tropas de Maduro para acessarem o território da Venezuela .

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