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Clima nas fronteiras da Venezuela está tenso desde sexta-feira (22); manifestantes pedem liberação de entrada da ajuda humanitária

Manifestantes atiraram coquetéis molotov do Brasil em direção à Venezuela
Reprodução/TVVenezuela Noticias
Manifestantes atiraram coquetéis molotov do Brasil em direção à Venezuela

Manifestantes venezuelanos lançaram coquetéis molotov contra uma base do Exército da Venezuela que fica na fronteira com o Brasil, próximo à cidade brasileira de Pacaraima (RR). Os militares venezuelanos revidaram usando bombas de gás lacrimogêneo e pedras, que chegaram a cair em território brasileiro.

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Os coquetéis molotov teriam sido atirados por venezuelanos que moram no Brasil. A confusão continuou com ambos os lados atirando pedras. Há relatos de tiros com armas de fogo.

No Brasil, equipes do batalhão de choque da Polícia Militar de Roraima e da Força Nacional foram até a fronteira e conseguiram apaziguar a situação. Por volta das 19h20 os manifestantes foram dispersados.

Já na Ponte Ureña, na Colômbia, o conflito continua deflagrado. Diversos manifestantes ainda jogam coquetéis molotov em direção à Venezuela. Os militares venezuelanos respondem com tiros de bala de borracha. A polícia colombiana não está se envolvendo no conflito.

Segundo informações do governo colombiano, 285 feridos foram atendidos na Colômbia, incluindo algumas pessoas que se feriram na Venezuela e foram levadas para o outro lado da fronteira para receber assistência. Não há informações de feridos do lado venezuelano.

A confusão se intensificou quando o primeiro dos dez caminhões com ajuda humanitária entrou na Venezuela e foi incendiado por integrantes das Forças Armadas e por paramilitares chavistas.

A situação nas fronteiras da Venezuela com a Colômbia e o Brasil é de grande tensão desde ontem (22). Alguns cidadãos tentam sair do país, mas as fronteiras foram fechadas pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro. Além disso, manifestantes foram para as regiões fronteiriças para tentar possibilitar a entrada de ajuda humanitária vinda, principalmente, dos Estado Unidos.

O Brasil havia enviado à Venezuela  dois caminhões com cerca de 6 toneladas de doações. Mas, por conta do confronto e de tumulto entre voluntários, os caminhões retornaram ao lado brasileiro.

De acordo com Luiz Silva, deputado da Assembleia Nacional pelo partido Ação Democrática – de oposição a Nicolás Maduro – os caminhões foram retirados da fronteira "para proteger a ajuda".

Nicolás Maduro fechou tanto a fronteira com a Colômbia quanto a passagem para o Brasil. O presidente venezuelano teme que a entrada de ajuda seja uma forma de intervenção externa na política da Venezuela.

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Esse impasse provocou um clima de tensão que vem escalando nos últimos dias, culminando, por enquanto, com os confrontos diretos envolvendo coquetéis molotov , pedras e até mesmo tiros.

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