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Após plano da primeira-ministra Theresa May sofrer rejeição histórica, partidos lançam uma série de emendas para resolver a questão do Brexit

Após Theresa May apresentar
Reprodução/ UK Parliament
Após Theresa May apresentar "plano B", parlamentares votam em emendas para solucionar o problema do Brexit

O Brexit enfrenta mais um dia decisivo no Parlamento britânico. Após derrota histórica da premiê Theresa May, deputados tentam, nesta terça-feira (29), dar um passo à frente da primeira-ministra e apresentar uma série de emendas, a fim de resolver as questões que envolvem a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Em reunião, os parlamentares devem debater e votar as novas propostas, uma semana depois que May apresentou seu “plano B”, elaborado depois que o plano original para o Brexit sofreu dura rejeição no Parlamento, no dia 15 de janeiro . A partir de hoje, o Reino Unido tem exatamente dois meses para fechar um acordo antes que o Estado saia oficialmente do bloco, no dia 29 de março, às 23h do horário local.

O tempo apertado coloca a premiê e o Parlamento em situação preocupante, já que, caso não haja tratado dentro da data limite, o Reino Unido corre o risco de sair do bloco sem conseguir acordar os seus termos. Dentre as 19 propostas elaboradas, as principais visam evitar que esse cenário aconteça.

As emendas dos deputados envolvem questões que dizem respeito à união aduaneira, à fronteira na Irlanda e a um novo referendo para debater o Brexit. Porém, nem todas as propostas que serão colocadas na mesa devem ser votadas pelo Parlamento, sendo trabalho do presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, decidir quais passarão pelo pleito.

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A questão que gera mais faíscas entre os partidos é o chamado “backstop”, ou “rede de segurança”, princípio que prevê uma fronteira aberta entre a Irlanda do Norte, território britânico, e a República da Irlanda, membro da UE. O acordo original proposto por Theresa May não expressava de maneira clara se esse livre fluxo entre as fronteiras aconteceria, dizendo apenas que seria mantida uma união aduaneira temporária entre o Reino Unido e a UE, enquanto ambos o lados negociariam um acordo de livre-comércio.

O problema é que os deputados norte-irlandeses receiam que a medida da primeira-ministra seja uma forma de driblar o assunto e não garantir de forma concreta de que, no futuro, realmente haja o livre-comércio na fronteira.

Apesar da pressão sobre a primeira-ministra e após ter superado duas moções de desconfiança, May se mantém confiante de que a novela do Brexit terá um fim que agrade a todos os lados, dentro do prazo limite, já que diz ter a intenção de cumprir com o desejo da população e não adiar a saída do Reino Unido da União Europeia .