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Para o líder católico, educação sexual deveria começar dentro de casa e, dentro das escolas, tem que ser objetiva e sem "colonização ideológica"

Papa Francisco defendeu a educação sexual nas escolas, um tema que é alvo de debate em alguns lugares, como no Brasil
Agência Ansa
Papa Francisco defendeu a educação sexual nas escolas, um tema que é alvo de debate em alguns lugares, como no Brasil

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (28), o papa Francisco defendeu a educação sexual nas escolas e afirmou que "sexo é um dom de Deus, não um monstro". A declaração foi dada a jornalistas durante o voo de volta à Itália após uma viagem de cinco dias ao Panamá, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). 

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“Nas escolas, é preciso oferecer educação sexual. O sexo é um dom de Deus, não um monstro. É um dom de Deus para amar”, disse o papa . Para ele, a educação sexual deve começar dentro de casa com os pais, mas ressaltou que isso é difícil em alguns casos. 

“Nem sempre é possível, por causa de muitas situações familiares, ou porque não sabem como fazê-lo. A escola compensa isso e deve fazê-lo, caso contrário, resta um vazio que é preenchido por qualquer ideologia", afirmou o líder católico. 

Francisco defendeu que a orientação sexual deveria ajudar a emergir o melhor das pessoas e afirmou que o problema "é o sistema". "O problema é o sistema: quais professores escolher para essa função e quais livros. Já vi alguns livros sujos. Há coisas que maturam e há coisas que danificam”, defendeu. 

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Para o líder católico, a educação sexual não pode ter "colonização ideológica" e tem que ser "objetiva". “Mas tem que oferecer uma educação sexual objetiva, sem colonização ideológica. Se começam a dar uma educação sexual plena de colonização ideológica, destroem a pessoa”, ressaltou. 

Na entrevista, o papa Francisco também se disse contrário à ideia de permitir que o celibato seja opcional aos sacerdotes. No entanto, ele deu abertura para que seja opcional em países onde há falta de líderes religiosos. "Eu não farei isso. Sou fechado? Talvez. Mas não penso em me colocar diante de Deus com essa decisão. Existe certa possibilidade onde há o problema pastoral por falta de sacerdote, como ilhas do Pacífico, mas os teólogos devem estudar a questão”, afirmou. 

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