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Pontífice argentino também defendeu que as contribuições femininas para a pesquisa teológica científica sejam estimuladas e tenham mais espaço

Reprodução/Shutterstock
"Desde que Paulo VI proclamou Teresa de Ávila e Catarina de Siena doutoras da Igreja, não resta dúvidas de que as mulheres podem alcançar os lugares mais altos na inteligência da fé", disse Papa Francisco

Neste sábado (17), o Papa Francisco defendeu uma maior presença de mulheres "nos diferentes campos de responsabilidade da vida da Igreja em particular, e não só no campo cultural". O pedido foi feito durante a cerimônia de entrega dos prêmios Joseph Ratzinger na Sala Clementina, no Vaticano.

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O prêmio dado pela Fundação do Vaticano leva o nome do Papa Emérito Bento XVI e foi entregue à teóloga Anne-Marie Pelletier. Na ocasião,  Papa Francisco ressaltou a importância do reconhecimento da contribuição das mulheres no campo da pesquisa teológica científica e do ensino da teologia, considerados territórios quase exclusivos do clero durante muito tempo.

Francisco defendeu, ainda, que essas contribuições femininas sejam estimuladas e que encontrem um espaço mais amplo, coerente com o crescimento da presença das mulheres na vida da Igreja em particular – e não só no campo cultural. "Desde que Paulo VI proclamou Teresa de Ávila e Catarina de Siena doutoras da Igreja , não resta dúvidas de que as mulheres podem alcançar os lugares mais altos na inteligência da fé", acrescentou.

Durante a cerimônia, O Papa também lembrou que João Paulo II e Bento XVI incluíram na série de doutores os nomes de outras mulheres, como Santa Teresa de Lisieux e Hildegarda de Bingen.

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Ao final, o prêmio Joseph Ratzinger também foi entregue ao arquiteto Mario Botta. Papa Francisco  explicou que o compromisso do arquiteto é "de altíssimo valor e deve ser reconhecido e encorajado pela Igreja", sobretudo quando "se arrisca ao esquecimento da dimensão espiritual e à desumanização dos espaços urbanos".


*Com informações da Agência EFE

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