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Nas últimas semanas, outros dois sacerdotes chilenos já haviam sido punidos pelo pontífice; segundo o Vaticano, a decisão é definitiva e não cabe recurso

De acordo com o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, a decisão de expulsar Francisco Cox e Marco Antonio Órdenes Fernández dá sequência à
Reprodução/Twitter
De acordo com o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, a decisão de expulsar Francisco Cox e Marco Antonio Órdenes Fernández dá sequência à "linha dura do Papa Francisco em relação aos abusos"

Neste sábado (13), o Papa Francisco expulsou do sacerdócio os ex-bispos chilenos José Francisco Cox, de 85 anos, da cidade de La Serena, e Marco Antonio Órdenes Fernández, de 54 anos, de Iquique. Ambos foram acusados de abusos sexuais.

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O Vaticano informou que o Papa Francisco  "renunciou do estado clerical" Cox e Órdenes, medida que os expulsa do sacerdócio, depois de terem sido submetidos a uma investigação da Congregação para a Doutrina da Fé. Não cabe recurso à decisão do pontífice.

Essas duas expulsões se somam às dos sacerdotes chilenos Fernando Karadima Fariña e Cristián Prech, que também foram confirmadas nas últimas semanas.

Cox está aposentado desde 2002 na cidade alemã de Vallendar, e tinha sido acusado de abusos sexuais contra menores de idade no Chile. Recentemente, foi divulgado um novo caso na Alemanha. Em 2002, foi transferido a um mosteiro alemão para viver uma vida de "silêncio, oração e penitência", quando começaram a circular as primeiras acusações.

No caso de Órdenes, o Papa Bento XVI já tinha aceitado em 2012 a renúncia do bispo de Iquique, que a apresentou após ter sido acusado de abusos sexuais contra um menino.

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No começo do ano, a Justiça chilena arquivou o caso sobre a acusação de estupro contra um menor, o que não parece ter sido levado em conta pela Doutrina da Fé na sentença. De acordo com o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, a medida dá sequência à "linha dura do Papa Francisco em relação aos abusos".


*Com informações da Agência EFE