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Em vídeo nas redes sociais, grupo convocou o povo da Venezuela para ir às ruas; soldados chegaram a roubar armas de quartel e sequestrar agentes

Para os oficiais da Venezuela, o grupo de militares atuou seguindo “interesses escusos da direita extrema”
Reprodução/ @soldadoDfranela
Para os oficiais da Venezuela, o grupo de militares atuou seguindo “interesses escusos da direita extrema”

As Forças Armadas da Venezuela anunciaram nesta segunda-feira (21) a captura e prisão de um grupo de soldados que se rebelou contra o governo. De acordo com os oficiais, será aplicada a “força da lei”. Em comunicado, os militares informam que os “rebeldes” eram oficiais da Guarda Nacional Bolivariana e são suspeitos de roubar um lote de armas de guerra e sequestro de quatro agentes.

O grupo também ocupou um quartel em Caracas e declarou o governo como "ilegítimo". Por meio das redes sociais, os soldados exortaram o povo e o restante das Forças Armadas a saírem às ruas contra o presidente da Venezuela , Nicolás Maduro . O levante, no entanto, já foi contido pelo Ministério da Defesa, que disse ter detido um "reduzido grupo" de rebeldes.

De acordo com o texto oficial, o grupo era ligado ao Comando Área 43 da Guarda Nacional Bolivariana, no município de Sucre, estado de Miranda. Os homens são chamados de "assaltantes". Para os oficiais, o grupo atuou seguindo “interesses escusos da direita extrema”.

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O comunicado não menciona nomes de quem poderia estar por trás da ação. “A Força Armada Nacional Bolivariana rejeita categoricamente este tipo de ato, com toda segurança, motivado por interesses escusos da direita extrema e contrário às regras elementares da disciplina militar.”

A reação ocorre menos de uma semana depois de a Assembleia Nacional Constituinte, o Parlamento venezuelano, que é de maioria de oposição, anunciar anistia a militares e civis que se manifestarem contrários ao governo de Nicolás Maduro . De acordo com um comunicado das Forças Armadas, os suspeitos foram entregues na sede da Segurança Especial Unidade Waraira Repano .

O país vive uma grave crise política e econômica há vários anos, e a escalada da tensão se agravou neste mês, com a posse de Maduro para seu segundo mandato. A oposição não reconhece sua vitória nas eleições do ano passado, em pleito boicotado pelas forças antichavistas.

Em mais um episódio do braço-de-ferro, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), fiel a Maduro, declarou "privado de validade" o juramento dos novos líderes da Assembleia Nacional, incluindo o de seu presidente, Juan Guaidó , que almeja conduzir a transição na Venezuela .

* Com informações da Agência Brasil e Ansa

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