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Juan Guaidó foi interrogado por agentes da inteligência, mas já foi liberado; segundo ministro, policiais tomaram decisão "arbitrária" e serão destituídos

Presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, declarou-se presidente da Venezuela
Twitter/@jguaido - Twitter/@NicolasMaduro
Presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, declarou-se presidente da Venezuela

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela , Juan Guaidó, foi detido neste domingo (13) por agentes do serviço de inteligência bolivariano (Sebin), subordinado ao regime de Nicolás Maduro. Guaidó se declarou presidente interino do país na última sexta-feira (11), dia seguinte à posse de Maduro para dar início ao seu segundo mandato , conquistado após uma eleição contestada pela oposição e por boa parte da comunidade internacional.

A detenção de Guaidó se deu na rodovia Caracas-La Guaira, perto da capital da Venezuela , e foi denunciada nesta tarde por familiares do parlamentar, que disseram àquele momento "não saber o paradeiro" do político. Minutos mais tarde, no entanto, Guaidó foi liberado após ser submetido a interrogatório.

Já perto das 16h desta tarde, o presidente do Parlamento usou as redes sociais para confirmar que estava em casa. "Já estou no meu berço, no meu estado, Vargas. O regime tentou parar-me, mas nada e ninguém nos impedirá. Aqui seguimos adiante pela nossa Venezuela", escreveu em seu Twitter.

De acordo com o ministro venezuelano de Comunicação, Jorge Rodríguez, a detenção de Guaidó foi efetuada por um grupo de policiais de "maneira arbitrária". "Queremos informar ao povo que os funcionários que se prestaram a isso estão sendo destituídos", anunciou o ministro.

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Aos 35 anos de idade, Guaidó foi eleito no dia 5 deste mês presidente da Assembleia Nacional , que  é dominada pela oposição ao regime chavista. A Casa decidiu não reconhecer a reeleição de Maduro – o que levou a cerimônia de posse do presidente a ser realizada na sede do Tribunal Supremo de Justiça, em Caracas.

Os questionamentos acerca da eleição realizada no ano passado são vários. Mais de a metade da população venezuelana não foi às urnas e houve denúncias de fraudes e de uso do aparato estatal a favor de Maduro. Os dois principais adversários do candidato à reeleição foram impedidos de participar do pleito.

Maduro , no entanto, garante que a eleição seguiu o rito constitucional. Ao tomar posse para seu novo mandato, que vai até 2025, o presidente venezuelano disse que a disputa eleitoral ocorreu com "olhos nos olhos" de seus adversários. O chavista também prometeu, "respeitando a democracia", tomar as "rédeas da pátria", que convive há anos com aumento da pobreza, violência e desemprego, e com alta inflação e desabastecimento de insumos básicos.

Neste domingo, Maduro voltou a rebater seus críticos. "Aqueles que afirmam que há um regime ditatorial na Venezuela incorrem no absurdo. O que está em marcha é um processo revolucionário, com firme vocação democrática e que avança para o socialismo bolivariano baseado na sabedoria popular", declarou, em entrevista coletiva.

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