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Alvo de uma ordem internacional de captura a partir de investigações da Lava Jato, Farina havia sido preso há dois dias pela Interpol em Hernandarías

Bruno Farina era investigado no âmbito da Lava Jato e tinha ordem de captura internacional com fins de extradição
Reprodução/Twitter
Bruno Farina era investigado no âmbito da Lava Jato e tinha ordem de captura internacional com fins de extradição

O doleiro pernambucano Bruno Farina, de 59 anos, desembarcou na tarde deste sábado (29) no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeio. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que ele ingressou no sistema penitenciário da Seap às 19h20. Não foram divulgados mais detalhes “por questões de segurança”.

Logo que desembarcou o doleiro precisou passar por exame de corpo de delito para dar entrada no sistema prisional do estado. Farina foi preso pela Interpol na quinta-feira (27) no Paraguai onde foi ouvido pela Justiça, mas a extradição dele foi autorizada na manhã deste sábado (29) pela Corte Suprema de Justiça paraguaia. De acordo com o Ministério Público do Paraguai, a extradição de Bruno Farin a ocorreu por volta das 6h45 em Foz do Iguaçu, no Paraná.

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“O fiscal de Assuntos Internacionais Manual Doldán liderou a equipe de investigadores que esta manhã entregou Farina às autoridades brasileiras. Farina era investigado no âmbito da Operação Lava Jato e tinha ordem de captura internacional com fins de extradição”, escreveu o Ministério Público do Paraguai em seu perfil no Twitter. 

Segundo a imprensa local, Doldán afirmou que o processo transcorreu tranquilamente. A ordem foi emitida pela juíza Alicia Pedrozo.

 Alvo de uma ordem internacional de captura a partir de investigações da Operação Câmbio Desligo, que desarticulou uma complexa rede de corrupção envolvendo doleiros em vários estados brasileiros, Farina foi preso há dois dias pela Interpol  em Hernandarías, cidada paraguaia onde está localizada a usina hidrelétrica de Itaipu.


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Segundo o Ministério do Interior do Paraguai, Farina é sócio de Dario Messer, chamado pelo Ministério Público Federal brasileiro de "doleiro dos doleiros". No Brasil, Bruno Farina é acusado de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e evasão de divisas.

*Com informações da Agência Brasil