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Presidente eleito usou a França como exemplo para justificar a decisão de tirar o Brasil do pacto global de migração da ONU, assinado semana passada

O embaixador francês ironizou a fala de Jair Bolsonaro sobre o país
Reprodução/Flickr
O embaixador francês ironizou a fala de Jair Bolsonaro sobre o país

O embaixador francês nos Estados Unidos, Gérard Araud, respondeu nessa quarta-feira (19), por meio de sua conta pessoal do Twitter, a um comentário recente do presidente eleito Jair Bolsonaro de que a vida na França se tornou "simplesmente insuportável" por causa dos imigrantes. 

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"63.880 homicídios no Brasil em 2017, 825 na França. Sem comentários", escreveu Araud em reação a uma fala de Jair Bolsonaro sobre a imigração no país europeu. A declaração foi ddada durante transmissão na internet realizada na terça feira (18). 




Bolsonaro lamentou que a gestão do presidente Michel Temer (MDB) tenha assinado pacto global de migração da ONU e disse que vai sair do acordo quando assumir a Presidência. O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo , já havia anunciado a retirada do Brasil do pacto. O presidente eleito explicou o motivo pelo qual não iria aderir e usou a França como exemplo.

"Todo mundo sabe o que está acontecendo com a França. Está simplesmente insuportável viver em alguns locais da França . E a tendência é aumentar a intolerância. Os que foram para lá, o povo francês acolheu da melhor maneira possível. Mas vocês sabem da história dessa gente, né?" disse o presidente eleito. 

"Querem fazer valer sua cultura, os seus direitos e os seus privilégios e a França está sofrendo com isso e parte da população, parte das Forças Armadas, parte das instituições começam a reclamar no tocante a isso. Então não queremos sofrer com isso aqui no Brasil”, completou. 

Jair Bolsonaro ainda disse que "não é contra imigrantes", mas que devem haver critérios mais rigorosos para a entrada no Brasil. "Caso contrário, no que depender de mim, não entrarão", disse. Ele também justificou a decisão de desconvidar os ditadores de Cuba e Venezuela para a posse, afirmando que o evento é uma "festa da democracia". 

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