Tamanho do texto

Futuro ministro das Relações Exteriores havia dito que convite não foi feito; chanceler venezuelano disse que presidente não aceitou ir à cerimônia

Chanceler da Venezuela afirmou que Maduro jamais teve a intenção de ir a posse de um “governo como o de Bolsonaro”
Twitter/ @NicolasMaduro
Chanceler da Venezuela afirmou que Maduro jamais teve a intenção de ir a posse de um “governo como o de Bolsonaro”

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, disse neste domingo (16) pelo Twitter que o presidente Nicolás Maduro foi convidado pelo Itamaraty para participar da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A postagem é uma resposta ao futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, que havia dito que Maduro não foi chamado para posse.

Arreaza fez questão de compartilhar imagens de duas notas diplomáticas do Brasil convidando o presidente da Venezuela para participar da posse no dia 1º de janeiro em Brasília. Em outra postagem, no entanto, o chanceler venezuelano afirmou que Maduro jamais teve a intenção de ir a posse de um “governo como o de Bolsonaro”.

Na nota divulgada por Arreaza, foi destacado o trecho em que o presidente venezuelano afirma que jamais iria à posse de um presidente que é “expressão da intolerância, do fascismo e da entrega a interesses contrários à integração latino-americana e caribenha”. Segundo o chanceler venezuelano a negativa de Maduro foi feita no dia 12 de dezembro.

Leia também: Maduro liga Brasil a plano para derrubá-lo e acusa EUA de orientar Bolsonaro


Na publicação feita mais cedo pelo futuro ministro das relações Exteriores, Ernesto Araújo afirmava que o presidente venezuelano não recebeu convite para a posse de Bolsonaro visto que "não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira". Ele também disse que a decisão foi tomada em "respeito ao povo venezuelano".

Leia também: "Conte conosco", diz Bolsonaro a ministro italiano sobre extradição de Battisti

Para Araújo, este e o momento em que "todos os países do mundo devem deixar de apoiá-lo e unir-se para libertar a  Venezuela ". A posse do presidente eleito deve contar com a presença de chefes de Estado de vários países, principalmente dos vizinhos e sul-americanos, que costumam ser convidados para a cerimônia brasileira.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.