Tamanho do texto

Marcelo Piloto foi extraditado para o País, nesta segunda-feira (19), após assassinar uma jovem com seis facadas, dentro de sua cela no Paraguai

Traficante Marcelo Piloto foi enviado pelo governo paraguaio para cumprir o resto de sua pena no Brasil
Divulgação/ Polícia do Paraguai
Traficante Marcelo Piloto foi enviado pelo governo paraguaio para cumprir o resto de sua pena no Brasil

O traficante brasileiro, Marcelo Pinheiro Veiga, mais conhecido como “ Marcelo Piloto ”, foi extraditado na manhã desta segunda-feira (19) do Paraguai para o Brasil, de acordo com a Justiça Federal do Rio de Janeiro, que autorizou a ação.

Segundo a imprensa do Paraguai, o traficante deixou o país em uma aeronave do Grupo Aerotático da Força Aérea Paraguaia, em Luque, cidade próxima à Assunção, perto das 5h05 de hoje, com destino direto ao Presídio Federal de Catanduvas (PR).

A decisão de enviar o criminoso para cumprir pena em Catanduvas veio do juiz Rafael Estrela Nóbrega, da Vara de Execuções Penais da Capital, que atendeu ao pedido de Richard Nunes, Secretário de Segurança do Rio.  

O presidiário deve cumprir pena por mais de 26 anos, condenado por latrocínios, roubo, tráfico internacional, falsidade ideológica e homicídios. Marcelo Piloto é considerado o maior nome do tráfico de armas e drogas fora o Brasil desde que Luiz Fernando da Costa, o “Fernandinho Beira-Mar”, foi preso.

Leia também: Filha do traficante Nem acionou PCC para retomar Rocinha do Comando Vermelho

Sua extradição foi autorizada no dia 30 de setembro e foi cercada de sigilo e segurança, envolvendo três barcos de patrulha das Forças Operacionais Especiais de Polícia (FOPE).

A fim de evitar que fosse mandado para cumprir sua pena no Brasil, o criminoso esfaqueou 16 vezes uma jovem dentro de sua cela, durante uma visita íntima no Agrupamento Especializado em Assunção, no sábado (17).

De acordo com a lei, ele só poderia ser entregue ao Brasil após a conclusão dos processos aos quais responde e, por isso, um homicídio em solo paraguaio poderia comprometer o processo de sua extraditação.

Porém, o assassinato de Lidia Meza Burgos foi considerado “uma atitude extrema de Piloto para impedir a extradição”, conforme declarou o promotor Hugo Volpe. A vítima era prostituta e aquela era a segunda visita que fazia ao presidiário, fora do protocolo, segundo o Ministério Público do país. Apesar do homicídio, o Paraguai não voltou atrás e prosseguiu com a extradição.

O presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, afirmou que decidiu “extraditar Marcelo Pinheiro para que nosso país [Paraguai] não seja terra de impunidade para ninguém”.

Leia também: Maior traficante de armas do Brasil se declara culpado nos Estados Unidos

O traficante estava foragido desde 2007 e vivia no Paraguai desde 2012.  Piloto foi preso na cidade de Encarnación, em 2017, após utilizar documentos falsos para que não fosse reconhecido.

*Com informações da Agência Brasil e ANSA.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.