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Para o procurador-geral da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, não estava a par do crime cometido na embaixada e é inocente

Jamal Khashoggi,jornalista saudita morto na Turquia
Reprodução/CNN
Jamal Khashoggi,jornalista saudita morto na Turquia

Saud al-Mojeb, procurador-geral da Arábia Saudita, pediu a pena capital para cinco suspeitos de envolvimento no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. O jornalista morto era repórter do jornal Washington Post e também cidadão americano, tendo sido vítima do crime no dia dois de outubro na própria embaixada da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia.

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Os cinco suspeitos de envolvimento no caso do jornalista morto , afirmam os procuradores, teriam confessado o crime. Ainda segundo o Ministério Público do país, o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, nada sabia sobre o caso, e deve ser eximido de qualquer culpa. 

Entre os acusados está o subdiretor dos serviços secretos do reino, Ahmad Asiry. No entanto, o procurador-geral não revelou o nome do chefe da delegação enviada à Turquia , que foi quem supostamente ordenou a morte do jornalista.

O procurador acrescentou, ainda, que o príncipe saudita teria sido enganado por falsos relatórios. Em função desses relatórios, pairaria a suspeita - falsa, disse o procurador - de que o membro da família real tivesse envolvimento no caso.

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Uma dessas suspeitas foi trazida à público em reportagem publicada pelo jornal  The New York Times  nesta terça-feira (13). De acordo com o períodico, o oficial de segurança Maher Abdulaziz Mutreb realizou ligação a um de seus superiores e deu a instrução, em árabe, de que fosse dito ao “chefe” que "o trabalho estava feito", provavelmente, referindo-se ao atentado contra Jamal Khashoggi  .

Em uma breve reconstituição do crime, Saud al-Mojeb concordou com a teoria que vinha sendo veiculada, de acordo com a qual teria ocorrido uma briga entre o jornalista e os funcionários do consulado. Eles teriam aplicado em Khashoggi, então, uma dose mortal de sonífero. Em seguida, buscando ocultar o crime, cortaram em pedaços o cadáver, retirando-os do consulado.

Autoridades turcas, no entanto, não ficaram satisfeitas com os esclarecimentos prestados pelo procurador-geral da Arábia Saudita. 

"Quero dizer que considero algumas das declarações (da promotoria) insatisfatórias", declarou ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlüt Çavusoglu.

Çavusoglu que um aprofundamento na investigação do caso do jornalista morto , o que pode levar a conclusões diversas das apresentadas pelos sauditas. 

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