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Presidente americano justificou resolução acusando governo Putin de ter descumprido o tratado, assinado ainda durante a Guerra Fria, em 1987

Coletiva de imprensa de Putin e Trump em Helsinque
Reprodução/CNN
Coletiva de imprensa de Putin e Trump em Helsinque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que vai retirar o país do tratado para armas nucleares assinado com a Rússia na época da Guerra Fria. O republicano alegou que Moscou tem violado o acordo nuclear "há anos".

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"A Rússia não respeitou o acordo nuclear . Portanto, iremos encerrá-lo e desenvolver estas armas", anunciou Trump após participar evento de seu partido nesse sábado (20), em Elko, Nevada. "Não iremos deixar que violem o tratado e fabriquem estas armas, sendo que, a nós, isso não é permitido", completou. "Não sei por que o [ex-] presidente [Barack] Obama não negociou nem se retirou dele."

Trump se queixa, principalmente, do sistema russo de mísseis 9M729, que supera 500 km de alcance, de acordo com as autoridades americanas.

O anúncio do presidente, segundo reportou a agência EFE, atende a pressão exercida pelo  assessor de segurança nacional de Donald Trump , John Bolton, que vinha argumentando que a Rússia o violou o tratado ao desenvolver um novo míssil.

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O próprio Bolton viajou para Moscou para tentar discutir o assunto com altos funcionários do governo de Vladimir Putin . "Não vamos deixar que eles violem um acordo nuclear e façam armas e não nos permita fazê-las. Nós temos nos mantido no acordo e respeitamos o acordo, mas infelizmente, a Rússia não o respeitou, por isso que vamos rescindi-lo, vamos retirá-lo", disse o assessor, ainda segundo o que foi reportado pela EFE .

Chamado de Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês), o acordo para controlar armas nucleares foi assinado em 1987 pelos então presidentes Ronald Reagan, dos EUA, e Mikhail Gorbachev, da Rússia.

O tratado proíbe justamente o uso de mísseis de 500 km a 5 mil km de alcance. Naquela época, o acordo nuclear permitiu encerrar uma tensão com a Rússia, que colocava mísseis SS-20 apontados para capitais ocidentais.

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*Com informações e reportagem da Ansa

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