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Ministra da Saúde disse que verão de 2018 é o segundo mais quente da história do país; temperaturas em torno dos 40ºC estão sendo registradas

Verão de 2018 é o segundo mais quente da história da França, com episódios de onda de calor com temperaturas de 40°C
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Verão de 2018 é o segundo mais quente da história da França, com episódios de onda de calor com temperaturas de 40°C

A ministra francesa da Saúde, Agnes Buzyn, informou nesta sexta-feira (21) que a onda de calor, nesta temporada de verão na Europa, já matou cerca de 1, 5 mil pessoas na França. Segundo ela, os idosos foram os mais afetados pelo fenômeno desencadeado pelas mudanças climáticas globais.

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Buzyn explicou que o verão de 2018 é o segundo mais quente da história da França, e vem registrando episódios de onda de calor com temperaturas em torno de 40°C em várias regiões do país.

No entanto, o número de casos de excesso de mortalidade é muito menor do que em 2003, período em que houve 15 mil a 20 mil mortes a mais que o estimado. A taxa também é reduzida em relação a outros verões escaldantes como o de 2006, quando 2 mil mortes acima do normal ocorreram, e 2015, com mais de 3 mil vítimas fatais.

Medições da Nasa confirmaram que este ano de 2018 é realmente um dos períodos mais quentes da história, com aumento de 0,87°C  antes mesmo da chegada do verão no hemisfério norte.

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Países do extremo oeste europeu, como Portugal, também sofreram consequências graves devido ao aumento de temperatura, com incêndios intensos na região florestal de Monchique. Por causa da fumaça, mais de 20 de moradores de áreas próximas foram hospitalizados. Os termômetros chegaram a 46°C, assim como na Espanha, onde três mortes foram registradas.

Na França, reatores nucleares foram interditados a fim de evitar o excesso de consumo de água e eventuais falhas de funcionamento causadas pelo superaquecimento. Enquanto em território alemão a temperatura média de verão está 3,6°C acima da detectada entre 1961 e 1990.

De acordo com um artigo publicado pela revista cientifica Nature , nenhum país europeu sofreu tanto quanto a Grécia, afetada pela falta de chuvas,  vegetação seca e temperatura de até 47°C, que causaram incêndios, destruíram florestas e levaram 91 pessoas a óbito no final de julho. 

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Buzyn afirmou que uma campanha de prevenção no país foi realizada para evitar mais vítimas da onda de calor atual, e que futuramente a intensidade desses fenômenos climáticos poderá ser ainda maior. "Isso mostra que como a prevenção e a mobilização em todos os setores valem a pena", concluiu a ministra.  

* Com informações da Agência Brasil.