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Além dos massacres, cerca de 50 casas foram incendiadas durante o fim de semana; onda de confrontos na Nigéria é motivada por questões étnicas e luta por recursos naturais

Onda de confrontos na Nigéria deixou 86 mortos no fim de semana
Ansa
Onda de confrontos na Nigéria deixou 86 mortos no fim de semana

O fim de semana foi sangrento na Nigéria: ao menos 86 pessoas foram mortas em confrontos nos dias 23 e 24 de junho em diversas vilas no centro do país, informou a polícia do estado de Plateau.

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Os confrontos na Nigéria tiveram início no sábado (23) na região de Barkin Ladi, se estendendo também no domingo (24), em Jos. Os ataques, afirma a polícia, se deram entre pastores da tribo Fulani, de maioria muçulmana, contra agricultores cristãos. Os ataques teriam sido motivados por questões étnicas , disputas por terras e lutas por recursos naturais, questões que há décadas tem causado um imenso caos social no país africano. 

Além dos massacres, dezenas de pessoas ficaram feridas e cerca de 50 casas foram incendiadas durante os confrontos, relatou o porta-voz da polícia de Plateau, Terno Tyopev. O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, se manifestou nas redes sociais da internet para pedir calma à população, enquanto os militares e a polícia põem fim ao banho de sangue iniciado no sábado, e afirmou que o governo não descansará até que "todos os assassinos e criminosos sejam levados à justiça". 

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O governador do estado onde se deram os confrontos, Simon Bako Lalong, também usou a rede social para pedir paz e diálogo à população. Ele também declarou, na segunda-feira (25), um toque de recolher de 12 horas, entre 18h e 6h, enquanto a situação na região é pacificada.

"Ainda que eu entenda que as tensões estejam altas neste momento de luto, eu peço que mantenhamos a calma e cooperemos com as operações de segurança para lidar com essa situação infeliz", escreveu o governador.  

As lutas por recursos naturais se instalaram no país no início do século, e a violência dos  confrontos na Niguéria  se tornaram uma das maiores preocupações da região, que terá eleições presidenciais no ano que vem.  

* Com informações da Ansa

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