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Além da nova data, as Coreias voltarão a se reunir no dia 22 de junho para definir como será encontro para as famílias separadas pela Guerra da Coreia

Reaproximação entre Coreias: Kim Jong-un se encontrou com a comitiva de autoridades da Coreia do Sul no mês de abril
Reprodução/KCNA
Reaproximação entre Coreias: Kim Jong-un se encontrou com a comitiva de autoridades da Coreia do Sul no mês de abril

Após a Coreia do Norte cancelar de modo repentino uma reunião planejada com a Coreia do Sul, um novo encontro foi agendado nesta sexta-feira (1), quando ambas as Coreias concordaram em se reunir no dia 14 de junho na vila fronteiriça de Panmujom, zona desmilitarizada que divide a península, para a discutir questões políticas e militares. 

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O encontro ocorrerá dois dias após a cúpula entre Donald Trump e Kim Jong-un, embora a data ainda não tenha sido confirmada. De acordo com o jornal The Korea Times , as Coreias também se reunirão no dia 22 de junho, entretanto, não será para tratar de reconciliação e ‘desnuclearização total’ da península, e sim para definir como será o encontro realizado para as famílias que foram separadas pela Guerra da Coreia.

Além disso, os governos devem falar, no dia 22 deste mês, sobre a construção de um escritório de ligação na fronteira, que segundo ambas as delegações, “é algo que deve ser feito com urgência”.

Comemoração a primeira cúpula e discussão pretendida pelas Coreias

Após o acontecimento de uma cúpula intercoreana entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, em abril, o hiato do diálogo se deu por conta da suspensão unilateral de Pyonyang em maio, em reação defensiva a uma operação militar que ocorre anualmente entre os Estados Unidos e Coreia do Sul na Península Coreana. Para Pyongyang, o exercício conjunto é visto como “uma provocação à soberania do regime de Kim”.

Atualmente, se mostrando aberta a cooperação, a Coreia do Norte propôs a realização de um evento em Seul para comemorar o aniversário da primeira cúpula intercoreana, executada em junho de 2000. Autoridades norte-coreanas sugeriram que políticos e integrantes do setor privado de ambos os lados participassem da celebração.

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Desta vez, o encontro foi liderado pelo ministro da Unificação da Coreia do Sul, Cho Myoung-gyon, e pelo líder da comissão da Coreia do Norte para a reunificação pacífica, Ri Son Gwon. Segundo o Ministério da Unificação sul-coreano, medidas para dar continuidade ao acordo firmado na cúpula intercoreana de abril foram tratadas, o que inclui a cooperação militar, esportiva e ambiental entre as partes.

Vale mencionar que a conversa marcada pra o dia 22 de junho está prevista para acontecer no resort de Monte Kumgang, no Norte.

A delegação do Sul pediu que os países integrem um gabinete conjunto na cidade fronteiriça norte-coreana de Kaesong, onde as duas Coreias operavam um complexo industrial juntos até seu fechamento em 2006. A delegação do Norte concordou, ressaltando que é necessário um trabalho de reparação devido à defasagem das instalações.

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"Discutimos as medidas práticas necessárias para implementar a Declaração de Panmunjeom de maneira sensata antes de chegar a um acordo definitivo", concluíram as Coreias em um comunicado divulgado após as negociações de alto nível desta sexta. 

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