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Líder da Corei do Norte reforçou desejo de reaproximação com a vizinha do sul; delegação norte-coreana retornou ao país após 3 dias em PyeongChang

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Irmã mais nova do líder da Coreia do Norte, Kim Yo Jong, voltou da Coreia do Sul e entregou o seu relatório a Kim Jong Un
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O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, elogiou a Coreia do Sul pelos esforços "muito impressionantes" e "sinceros" em hospedar a delegação norte-coreana durante os Jogos Olímpicos de Inverno. De acordo com a mídia estatal nesta terça-feira (13), Kim expressou "satisfação" em relação à visita, observando que era importante promover o "clima quente de reconciliação e diálogo" entre os dois países.

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Os comentários foram feitos após o retorno da delegação a Pyongyang que passou três dias no vizinho do sul, uma viagem diplomática histórica que parece dividir observadores internacionais. As observações de Kim foram realizadas na primeira página do jornal estatal da Coreia do Norte , Rodong Sinmun.

"É importante continuar fazendo bons resultados, agilizando ainda mais o clima quente de reconciliação e diálogo criado pelo forte desejo e vontade comum do Norte e do Sul com as Olimpíadas de Inverno como um impulso", afirmou o líder norte-coreano.

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Relatório detalhado

Dirigido pela irmã mais nova de Kim, Kim Yo Jong , a delegação participou da abertura dos Jogos, antes de viajar para Seul para se encontrar formalmente com o presidente sul-coreano Moon Jae-In no Palácio Presidencial.

De acordo com a mídia estatal, a jovem Kim forneceu um relatório detalhado a seu irmão sobre as "atividades da delegação", incluindo o "movimento do lado dos EUA".

O descongelamento aparente nas relações Norte-Sul não se refletiu em Washington, onde figuras do alto escalão do governo, incluindo Pence, acusaram Pyongyang de usar os Jogos para propósitos de propaganda.

No entanto, Moom afirmou na terça-feira que os EUA "veem o diálogo inter-coreano positivamente e expressaram vontade de dialogar com o Norte".

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Não houve menção nas mídias estatais norte-coreanas ao convite entregue via Kim Yo Jong, para que Moon visite a Coreia do Norte "com a maior brevidade possível". Moon ainda aceitou o convite, o primeiro encontro potencial entre líderes coreanos desde 2007, respondendo apenas que os dois países "deveriam realizar isso criando as condições certas".