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As vacinas, que poderão ser usadas contra duas cepas do vírus Ebola, estão passando por testes para avaliar a segurança e possíveis efeitos secundários

Os testes  das vacinas contra o vírus Ebola contam com 122 participantes, que receberam ambas as formas de imunização
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Os testes das vacinas contra o vírus Ebola contam com 122 participantes, que receberam ambas as formas de imunização


Cientistas do Instituto de Pesquisa Médica do Quênia garantem ter desenvolvido duas novas vacinas contra o vírus Ebola, que este ano já matou ao menos 12 pessoas em um novo surto na República Democrática do Congo. Atualmente, as vacinas estão passando por testes clínicos para avaliar se há riscos de efeitos secundários em humanos.

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“Queremos averiguar como o sistema imunológico do corpo responde às vacinas”, explicou Josephat Kosgei, um dos cientistas da equipe, sobre os ensaios das vacinas contra o Ebola . Eles estão sendo realizadas no leste do país, no condado ocidental de Kericho, e dependendo dos resultados, as novas formas de imunização poderão ser usadas contra duas cepas do vírus.

A segunda fase do estudo foi iniciada em março de 2017 e contou com 122 participantes, que receberam ambas as vacinas e passaram a ser acompanhados pelos responsáveis pela pesquisa. “Fizemos visitas a cada seis meses. Agora estamos esperando pela última delas, que acontecerá daqui um semestre, para que então a análise dos dados coletados seja feita”, detalhou Kosgei.

Fredrick Sawe, diretor do laboratório onde os testes estão sendo feitos, declarou que o estudo é uma grande conquista na luta pelo desenvolvimento de vacinas contra a doença. “Para saber se a vacina está funcionando, é preciso administrá-la em uma comunidade que tem o vírus”, disse, ao explicar que, se a imunização for considerada segura, poderá prevenir a doença e tratar os infectados.

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Novo surto do vírus Ebola na República Democrática do Congo

Depois de uma epidemia que infectou quase 30 mil pessoas e matou mais de 11 mil, o vírus voltou a atingir a África Ocidental neste ano. A República Democrática do Congo confirmou um novo surto da doença em abril, sendo que 35 casos foram confirmados e 12 pessoas morreram em decorrência do vírus, além de dezenas de outras suspeitas com sintomas da febre hemorrágica.

A condição foi detectada nas regiões rurais de Biroko e alcançou a área urbana de Mbandaka pouco tempo depois. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e órgãos como o Médicos Sem Fronteiras estão atuando junto do governo local para controlar a doença , e uma das medidas tomadas foi a vacinar a população do país.

Esta vacina, que não está relacionada às duas outras desenvolvidas no Quênia, foi utilizada em diversos ensaios envolvendo mais de 16 mil voluntários na Europa, na África e nos Estados Unidos e se mostrou segura para o uso em humanos.

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A mesma vacina já havia sido utilizada pela OMS na Guiné em 2015. A estratégia, este ano, é repetir a chamada vacinação em anel, onde todas as pessoas que tiveram contato com um novo caso confirmado de Ebola são rastreadas e recebem a dose, no intuito de frear a transmissão do vírus.

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*Com informações da Agência Brasil

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