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Balanço divulgado neste domingo corrige o número de vítimas: ao todo, oito estudantes e dois docentes acabaram mortos no tiroteio dessa sexta-feira

Paquistanesa, a jovem Sabika Shelkh estava fazendo um intercâmbio no Texas quando morreu no tiroteio na Santa Fe
Reprodução/Twitter
Paquistanesa, a jovem Sabika Shelkh estava fazendo um intercâmbio no Texas quando morreu no tiroteio na Santa Fe

O balanço final do tiroteio que aconteceu na última sexta-feira (18), em uma escola do Texas, nos Estados Unidos , aponta que 10 pessoas foram mortas, sendo oito estudantes e dois professores. Os dados corrigem os números fornecidos anteriormente pelas autoridades, que falavam em  nove alunos e um docente.

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O primeiro funeral decorrente do tiroteio  ocorre na tarde deste domingo (20), em uma mesquita nos subúrbios de Houston. Lá, amigos recentes vão se despedir de uma adolescente paquistanesa de 17 anos, Sabika Sheikh, que estava nos EUA desde agosto do ano passado.

Sabika foi fazer intercâmbio nas terras norte-americanas, frequentava a Santa Fe High School – local do ataque – e não tem família no país. Para que a família possa se despedir da jovem, seu corpo será sepultado no Paquistão.

O tiroteio e um suicídio planejado

O autor do ataque, que também deixou 13 vítimas feridas, é o aluno Dimitrios Pagourtzis. Também com 17 anos, Dimitrios é norte-americano e usou uma arma do pai no massacre.

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Segundo as primeiras investigações, o adolescente sofria bullying no colégio de ensino médio. Pagourtzis está sob custódia da polícia e prestou um depoimento aos investigadores ontem. Em sua fala, ele disse que não atirou nas pessoas com quem se dava bem, pois queria que elas contassem ao mundo a sua história. 

Porém, 'sua história' acabará sendo contada por ele mesmo, já que Dimitrios planejou suicidio após o ataque à escola, mas desistiu de se matar, quando se entregou à polícia. 

Sem antecendentes criminosos, o jovem só apresentou um comportamento que a polícia pode encarar como ameaçador: publicou uma foto em suas redes sociais usando uma camiseta com a frase "nascido para matar" estampada no peito. Foi usando essa mesma camiseta que ele agiu na última sexta-feira. 

No momento do tiroteio , os alunos do colégio foram surpreendidos por um alarme de segurança que lhes pareceu um treinamento. Fora da escola, é que eles souberam que havia um aluno armado fazendo vítimas dentro da instituição.

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* Com informações da Agência Ansa.

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