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Michael Wells, do condado britânico de West Yorkshire, disse que seus atos são "justificados" pelo abandono paterno e pelo vício em pornografia infantil

Desmascarado por grupo que identifica casos de pedofilia, o britânico ficará dois anos em regime de suspensão
Reprodução/Essex Live
Desmascarado por grupo que identifica casos de pedofilia, o britânico ficará dois anos em regime de suspensão


O britânico Michael Wells, de 31 anos, recebeu uma suspensão de dois anos por tentar engravidar uma menina de 14 anos para que os dois pudessem abusar da criança. De acordo com o site Essex Live , o homem entrou em contato com uma garota por um aplicativo de relacionamentos, porém, não esperava que estava sendo enganado: ela não era uma adolescente, e sim uma mulher adulta que finge ser menor de idade para identificar pedofilia na internet.

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Morador do condado de West Yorkshire, na Inglaterra, o homem começou a conversar com Lauren, a suposta adolescente de 14 anos, em março deste ano. Ele a encontrou no aplicativo Jaumo e iniciou conversas de cunho sexual, mesmo sabendo da idade da menina, e passou a enviar diversas fotos de casos de pedofilia e nudez.

Durante as conversas, Lauren deixava claro que não gostava do conteúdo que estava recebendo, ao que Wells respondia que as crianças abusadas nas imagens “estavam aproveitando o sexo”. Pouco tempo depois, ele começou a insinuar que sua irmã de sete anos e a adolescente poderiam realizar atos sexuais com ele, e que ele e Lauren poderiam ter filhos e abusar das crianças, porque “isso é o que as faz feliz”.

Como Lauren era, na realidade, uma adulta que faz parte de uma rede que denuncia pedófilos, o homem foi preso cinco dias após o início das conversas e permaneceu detido até a data de seu julgamento , na última quinta-feira (17).

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Julgamento do britânico acusado de pedofilia

Wells chorou durante a sessão e admitiu que essa não foi a primeira vez que enviou conteúdo sexual para crianças, o que foi por ele justificado como consequência de seu “vício em pornografia infantil”. A advogada de defesa Sarah Steggles ainda explicou que seu comportamento também teria sido ocasionado por um trauma de infância, já que o homem foi abandonado pelo pai.

“Durante o período em que estava preso, ele restabeleceu contato com a mãe e o pai”, disse. “Wells definitivamente tem problemas emocionais e provavelmente cognitivos, ele foi diagnosticado com déficit de atenção e hiperatividade, além de ter admitido que assina  pornografia desde os dez anos de idade e já pediu ajuda para várias pessoas”.

Ele foi condenado por três crimes: por tentar comunicação sexual com uma criança (pena de seis meses), tentar incitar uma criança a ter relações sexuais (três meses conjuntos à primeira acusação) e por enviar imagens indecentes e perturbadoras (18 meses conjuntos às outras acusações.

“As crianças têm o direito de crescer e desenvolver seus próprios padrões morais e sexuais, de crescer de maneira saudável e ser protegidas daqueles que tentam preencher seus desejos sexuais depravando-nas de sua inocência”, disse o juiz Charles Gratwicke ao proferir a sentença.

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O homem do caso de pedofilia terá que passar dois anos em suspensão, ou seja, permanecerá em liberdade e as queixas poderão ser retiradas se, ao final desse período, ele não tiver cometido outras infrações. Wells também terá que cumprir 200 horas de trabalho comunitário.

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