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Para garantir a segurança de Skripal e sua filha, não foi divulgado para onde ele foi levado nem sobre seu estado de saúde; saiba mais sobre o caso

Caso do ex-espião internado na Inglaterra lembra o de Litvinenko, cuja morte por envenenamento foi atribuída à Rússia
Reprodução/Daily Mail
Caso do ex-espião internado na Inglaterra lembra o de Litvinenko, cuja morte por envenenamento foi atribuída à Rússia

O ex-espião russo Sergei Skripal, envenenado por um agente neurotóxico no Reino Unido há mais de dois meses , recebeu alta do hospital nesta sexta-feira (18), de acordo com as informações do serviço de saúde britânico.

Por razões de segurança, as autoridades não vão revelar para onde o ex-espião russo foi levada e nem vão dar detalhes sobre seu estado de saúde.

Skripal tem 66 anos e foi encontrado inconsciente em um banco público da cidade de Salisbury, localizada no sul da Inglaterra, no dia 4 de março. Sua filha Yulia também estava com ele e no mesmo estado clínico.

O Reino Unido acusou a Rússia de ter feito o ataque com um agente que ataca o sistem nervoso, e com isso, governos ocidentais, incluindo os Estados Unidos, expulsaram mais de 100 diplomatas russos .

No entanto, o país do presidente Vladimir Putin nega ter participação no envenenamento e também expulsou diplomatas ocidentais em resposta à atitude dos outros líderes .

Envenenamento

Skripal e sua filha foram levados para a unidade de tratamento intensivo do Hospital Distrital da cidade, onde foram estabilizados após a exposição ao agente Novichok.

Yulia, por sua vez, saiu do hospital no dia 9 de abril e foi transferida para um local seguro, segundo as autoridades. De acordo com a diretora de enfermagem do hospital, Lorna Wilkinson, o tratamento do russo foi "um desafio enorme e sem precedentes".

Além disso, Wilkinson também informou que "esta é uma etapa importante em sua recuperação, que agora será realizada fora do hospital".

O caso gerou uma intensa crise diplomática, já que o governo do Reino Unido culpou a Rússia pelo ataque. Na ocasião, a primeira-ministra britânica, Theresa May, descreveu o incidente como "desprezível", e junto com os Estados Unidos e outro 30 países expulsou cerca de 300 diplomatas russos. No entanto, a Rússia negou qualquer envolvimento e acusou o Reino Unido de inventar uma "história falsa". Em reposta, o governo de Vladimir Putin também expulsou diplomatas britânicos e de outros países.

Caso anterior

A repercussão do caso ainda misterioso do ex-espião russo trouxe à tona o envenenamento de outro espião russo, envenenado em novembro de 2006.  Alexander Litvinenko era um ex-oficial da agência de espionagem do FSB e morreu após beber uma xícara de chá com polônio radioativo. Ele teria encontrado seus assassinos em um bar no piso térreo do hotel Millennium, em Mayfair, no centro de Londres.  

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