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Coordenador especial disse que o governo de Benjamin Netanyahu usa de violência 'indiscriminada' contra os palestinos; nessa terça, 60 foram mortos

Confrontos na Faixa de Gaza deixaram pelo menos 60 palestinos mortos, nesta segunda-feira, e outros 2,7 mil feridos
Reprodução/Twitter
Confrontos na Faixa de Gaza deixaram pelo menos 60 palestinos mortos, nesta segunda-feira, e outros 2,7 mil feridos

O coordenador especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Paz no Oriente Médio, Nikolay Mladenov, criticou, nesta terça-feira (15), a forma "indiscriminada" como Israel usa violência contra palestinos na Faixa de Gaza. De acordo com ele, o país de Benjamin Netanyahu "precisa calibrar o uso da força e deve proteger suas fronteiras, mas de modo proporcional".

A declaração do coordenador da ONU foi dada um dia depois de 60 palestinos serem mortos e outros 2,7 mil serem feridos , em confrontos derivados de protestos na Faixa de Gaza . Essas manifestações ocorreram em decorrência da polêmica inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém – ocorrida nessa terça. 

Mladenov disse ainda que o Hamas, por sua vez, "não deve usar os protestos para colocar bombas e fazer atos provocativos", explicou. "A comunidade internacional deve intervir e impedir a guerra", acrescentou o coordenador, definindo a situação como "desesperadora".

Mladenov não foi o único a criticar a reação de Israel contra os palestinos. Mais cedo, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Colville, também denunciou que "parece que qualquer um pode ser morto a tiros".

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No entanto, o direito internacional prevê que a "força letal só pode ser usada como medida de último, não de primeiro, recurso".

Vítimas "eram terroristas", diz Israel

A fim de justificar a violência, o Ministério de Segurança Interna e o Exército de Israel informaram, nesta terça, que pelo menos 24 dos 60 palestinos mortos ontem nos conflitos "eram terroristas" que estavam prontos para "realizar atos de terror", sendo a maioria deles do grupo Hamas. Para Colville, "não é aceitável dizer que se trata do Hamas e portanto está correto".

Por sua parte, o Alto Comissário para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, declarou que os "responsáveis por violações dos direitos humanos" precisarão "prestar contas".Já o governo palestino pediu ao Conselho de Direitos Humanos da ONU (UNHRC) para "organizar uma reunião urgente para decidir sobre o envio de uma missão internacional para investigar os crimes cometidos pelas forças de ocupação militar contra pessoas desarmadas".

O governo de Rami Hamdallah disse acreditar que Israel e o governo dos Estados Unidos são responsáveis pelo "massacre que ocorreu contra o povo palestino" na Faixa de Gaza .

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* Com informações da Agência Ansa.

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