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Caças israelenses bombardearam alvos do Hamas na madrugada desta quinta-feira (12); grupo terrorista é contra medida de Trump sobre Jerusálem

Porta-voz de Israel afirmou que o exército na Faixa de Gaza se limitou a combater aqueles que tentavam ultrapassar fronteira
Globonews/Reprodução
Porta-voz de Israel afirmou que o exército na Faixa de Gaza se limitou a combater aqueles que tentavam ultrapassar fronteira

Ao menos uma pessoa morreu e 163 ficaram feridas nesta sexta-feira (13) em mais um, dia de confrontos na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza . De acordo com o Ministério da Saúde do território, cerca de 960 pessoas ficaram feridas ou intoxicadas. Já o jornal israelense "Haaretz" afirma que o número de palestinos feridos é de 163.

Na madrugada desta quinta-feira (12), caças de Israel bombardearam alvos do Hamas na Faixa de Gaza . A medida foi resposta a um ataque com bomba contra um veículo militar perto da barreira que cerca o território palestino.

Segundo as Forças Armadas israelenses, uma "célula terrorista" disparou com metralhadores contra um dos aviões. Em consequência, as autoridades acionaram as sirenes de alarme na região. "O avião israelense interceptou a célula terrorista", disse o porta-voz militar do país.

Fontes de Gaza afirmam que a operação de Israel matou um membro da ala militar do Hamas, Muhammad Hajila. Analistas israelenses dizem que, nos últimos dias, a artilharia do grupo palestino "confundiu" o sistema antimíssil Iron Dome, que entrou em ação várias vezes e forçou os moradores e buscarem refúgio.

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Um dos objetivos da operação aérea de Israel era justamente acabar com um dos focos dos disparos. O bombardeio acontece em um momento de tensão elevada no Oriente Médio, na véspera de mais uma sexta-feira de protestos convocados pelo Hamas.
O temor é de que os confrontos levem a uma nova guerra em Gaza, como a de 2014, que matou mais de 2 mil pessoas.

Protestos

Os protestos em Gaza foram convocados pelo grupo terrorista Hamas contra o bloqueio fronteiriço e acontece em um momento de tensão no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

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A manifestação chamada “Marcha do Retorno” teve início no último dia 30 e ainda deve durar mais quatro semanas. Trata-se de um ato contrário à ocupação israelense na região e, apesar de ter sido organizada oficialmente pela sociedade civil, tem apoio do Hamas, movimento islâmico palestino que governa a Faixa de Gaza . O objetivo de milhares de palestinos é chegar à fronteira com Israel para chamar atenção à “luta de centenas de milhares de palestinos que têm sido expulsos de seus lares que ficam onde hoje está Israel”.