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Indicado pelo ex-líder catalão Carles Puigdemont, Jordi Sànchez ainda tenta a suspensão da pena no Tribunal Supremo, que ainda não se pronunciou

Jordi Sànchez foi indicado para ser candidato à presidência da Catalunha pelo ex-líder Carles Puigdemont
Wikimedia Commons
Jordi Sànchez foi indicado para ser candidato à presidência da Catalunha pelo ex-líder Carles Puigdemont

O pedido feito pelos advogados do candidato à presidência da Catalunha, Jordi Sánchez, para suspender sua prisão preventiva foi negado nesta quarta-feira (7) pelo Tribunal Constitucional (TC) da Espanha.

Líder de um movimento independentista da Catalunha e deputado pelo partido Juntos pela Catalunha (JxCat), Sànchez está preso desde outubro por crime de insurreição, cometido no ano passado na tentativa separatista de 27 de outubro . Ele e outros colegas são alvo de acusações de sedição.

A defesa do catalão também pediu sua liberdade em um recurso dirigido ao Tribunal Supremo, que ainda não se pronunciou.

Há uma semana, o ex-presidente regional da Catalunha e um dos principais responsáveis pela declaração de independência catalã Carles Puigdemont anunciou que decidiu retirar provisoriamente sua candidatura ao segundo mandato do cargo. O pronunciamento foi exibido em um vídeo transmitido pela televisão e redes sociais.

Em seu lugar, Puigdemont indicou Sànchez afirmando que “nas atuais condições, esta é a maneira para que se possa acertar um novo governo o mais rapidamente possível”.

De acordo com os dois principais partidos soberanistas da região, a candidatura de Sánchez para o debate de posse marcado para a próxima segunda-feira é bem aceita. Porém, caso o político não consiga a permissão para deixar a prisão, não poderá comparecer ao plenário do parlamento regional.

Outros pedidos negados

Caberá a Pablo Llarena, juiz do Tribunal Supremo, a decisão final. Llarena já negou pedidos anteriores, quando a defesa do candidato do JxCat havia solicitado, algumas vezes, a liberdade provisória de Sànchez enquanto o julgamento não acontecia. A nova decisão não tem data definida para acontecer.

Esse pedido foi apresentado na terça-feira (6). Já a solicitação negada hoje pelo Tribunal Constitucional foi realizada há meses, pouco depois de ele ter sido preso.

Sánchez, deputado na Câmara catalã, apresentou um recurso de amparo contra essa ordem de prisão preventiva de meados de outubro, assim como o líder de outra associação defensora da soberania, Jordi Cuixart, e o TC admitiu para trâmite ambos os recursos.

Histórico

Sànchez e outros colegas são alvo de acusações de sedição. Dentre eles estão o ex-vice-presidente do governo regional catalão Oriol Junqueras, o ex-ministro do Interior catalão Joaquim Forn e o líder da Omnium Cultural, Jordi Cuixart.

“É uma grande honra e uma enorme responsabilidade poder representar o povo da Catalunha”, afirmou Sànchez em uma mensagem publica em sua rede social.

Mesmo na prisão e contra opositores políticos que pedem que ele seja impedido de assumir a função, Sànchez poderia delegar da cadeia, de acordo com especialistas legais. No entanto, o governo da Espanha garante que ninguém que enfrente um processo judicial por secessão poderá se tornar presidente regional.

Todos têm participação ativa na campanha por um referendo sobre a secessão da Catalunha, e que foi considerado ilegal pela Justiça da Espanha.

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