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Dezenove países aprovaram repreensão à Venezuela, entre eles o Brasil; cinco foram contra, e oito se abstiveram, incluindo aliados de Maduro

Maduro decidiu pelo adiantamento das eleições, que deveriam ocorrer no final do ano e foram remarcadas para o dia 22 de abril
Divulgação/Governo da Venezuela - 30.7.2017
Maduro decidiu pelo adiantamento das eleições, que deveriam ocorrer no final do ano e foram remarcadas para o dia 22 de abril

A Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou nesta sex-feira (23) a convocação antecipada de eleições presidenciais na Venezuela pelo governo do presidente Nicolás Maduro. A reunião extraordinária foi convocada pela Argentina, Brasil, Estados Unidos, México, Panamá e Santa Lúcia.

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Dezenove países votaram a favor da repreensão ao governo venezuelano, entre eles o Brasil, cinco foram contrários e houve oito abstenções – inclusive de aliados tradicionais de Maduro , como o Equador e a Nicarágua.

A OEA defende que a convocação antecipada de eleições presidenciais pelo governo para 22 de abril deste ano “impede a realização de eleições democráticas, transparentes e confiáveis de acordo com os padrões internacionais e contradiz os princípios democráticos e a boa fé”.

A resolução afirma também que um processo eleitoral “livre e justo” é essencial para resolver a crise pela qual o país passa.

Maduro decidiu pelo adiantamento das eleições, que deveriam ocorrer no final do ano e foram remarcadas para o dia 22 de abril. A antecipação, analisam críticos do governo venezuelano, favorece o atual governo, já que reduz o tempo da oposição para se organizar e fazer campanha.

A oposição, inclusive, declarou que irá boicotar as eleições. O governo da Venezuela também que vai adiantar as eleições legislativas, que aconteceriam em 2020, para a mesma data de 22 de abril.

Os países da OEA pediram para que Maduro reconsidere as “prematuras convocações de eleições presidenciais” e apresente um novo calendário eleitoral que permita que as eleições sejam realizadas com as garantias necessárias para um “processo livre, justo, transparente, legítimo e confiável”.

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Esse processo, descreve a resolução da OEA, deve incluir a participação de todos os partidos políticos e atores venezuelanos, além de observadores internacionais independentes e liberdade de imprensa.

A organização também pede que o governo permita a entrada no país da assistência humanitária oferecida pela comunidade internacional.

Brasil se posiciona

O embaixador José Luiz Machado e Costa, chefe da missão do Brasil junto à OEA, afirmou que a situação da Venezuela “se deteriorou a olhos vistos nos últimos meses” e que “a solução para os problemas venezuelanos está nas mãos do povo venezuelano”.

Machado também expressou a preocupação do governo brasileiro sobre o “grande afluxo de venezuelanos que buscam abrigo em nosso território”.

* Com informações da Agência Brasil

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