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O italiano Davide Garofalo assassinava as pessoas para vender funerais; ele foi preso durante investigações de operação que descobriu mais 50 casos

O socorrista italiano é acusado de matar uma mulher, um idoso e um homem de 55 anos (foto meramente ilustrativa)
Creative Commons/Pixabay
O socorrista italiano é acusado de matar uma mulher, um idoso e um homem de 55 anos (foto meramente ilustrativa)


O socorrista Davide Garofalo, de 42 anos, foi preso nesta quinta-feira (21) por assassinar pelo menos três pessoas com o objetivo de vender funerais. Morador de Catânia, no sul da Itália, o homem “acelerava” o falecimento de pacientes ainda dentro da ambulância e alegava “morte por causas naturais” aos familiares das vítimas.

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A prisão do socorrista , que cometeu os crimes entre 2014 e 2016, faz parte da megaoperação policial “Ambulância da Morte”. Durante as investigações, foi descoberto que Garofalo injetava oxigênio nas veias dos pacientes, o que fazia com que as pessoas morressem de embolia gasosa no trajeto entre um hospital em Biancavilla e suas casas.

A polícia apurou que o homem, parte integrante da máfia, indicava uma agência funerária aos parentes das vítimas. Ele faturava entre 200 e 300 euros por cada funeral, quantia dividida entre o italiano e outros dois clãs mafiosos, Mazzaglia-Toscano-Tomasselo e Santangelo di Adrano.

Suas vítimas foram um homem de 55 anos, uma mulher – cuja idade não foi divulgada – e um idoso de idade avançada.  "Ele antecipava a morte de pessoas gravemente doentes, em estado terminal, por fins lucrativos, com total desprezo pela vida humana e pela dignidade da pessoa", explicou o procurador Francesco Puleio.

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"Ambulância da Morte"

 A megaoperação policial "Ambulância da Morte", comandada pelos carabineiros – parte das forças armadas italianas – de Catânia e Paternò, já foi a responsável por descobrir outros 50 casos parecidos entre os anos de 2012 e 2016. Segundo o Ministério Público, mais dois socorristas, além de Garofalo, estão sendo investigados pela participação nos crimes.

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O socorrista ainda não foi a julgamento, porém, suas acusações levam em conta que ele teria agido com crueldade durante os atos, se aproveitado das circunstâncias de tempo e lugar, que não deram às vítimas chance de defesa, segundo o portal local MeridioNews  divulgou.

*Com informações da Agência Ansa

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